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A importância da Terapia ABA

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04.04.2017 - 08:30:00

Goiânia – Crianças com Transtorno do Espectro Autista normalmente apresentam déficits no desenvolvimento de habilidades que são pré-requisitos para a aprendizagem, como atenção, compreensão da linguagem, imitação e agrupamento de estímulos. 
 
A Análise Aplicada do Comportamento (ABA) aplicada ao autismo tem como principais alvos de intervenção trabalhar justamente estes déficits e excessos comportamentais, promovendo o desenvolvimento de habilidades sociais, adaptativas, cognitivas e comunicativas e diminuindo comportamentos indesejáveis como baixa tolerância a frustração e birra, entre outros. 
 
A Terapia ABA utiliza intervenções que ficaram conhecidas como “treino de mesinha”; onde se trabalha em um ambiente estruturado. É o treino que acontece no “formato um para um”. A terapeuta dá instruções e aguarda a resposta da criança dando ajuda quando necessário, a qual vai sendo retirada à medida que a criança atinge critérios, até que consiga responder de forma independente, sem ajuda. É um treino de tentativa discreta e é muito utilizado para ensinar identificação de estímulos, emparelhamento, imitação.
 
Outro procedimento muito importante e usado na Análise Aplicada do Comportamento é o “ensino incidental”, onde as oportunidades naturais são aproveitadas ao máximo para o ensino de comportamentos no dia a dia da criança. Ainda assim é necessário uma “preparação no ambiente”, pois é a criança quem deve iniciar a interação.
 
O analista do comportamento cria uma configuração de ambiente que chame atenção da criança, colocando brinquedos preferidos fora do alcance da mesma ou escondendo partes de brinquedos que ela goste, entre outras estratégias. Espera-se então que ela peça pelo item e lhe dá ajuda- se for o caso. Solicita-se à criança um pedido mais completo e depois que ela responder, entrega-se o item preferido a ela. Quando a criança se torna independente no pedido pelo item, este comportamento vai sendo refinado.
 
Este tipo de procedimento é muito importante porque aproveitamos de oportunidades naturais, de interesses do dia a dia da criança para ensinar comportamentos e que tem como objetivo estabelecer a atenção conjunta como um sinal para a verbalização, ensinando-a a responder a uma variedade de dicas verbais emitidas pelo adulto como perguntas, instruções e modelos.
 
O ensino de pedidos vocais é um exemplo de intervenção. O ensino incidental pode ser utilizado para ensinar muitos outros comportamentos, inclusive no ambiente escolar. A chave para o sucesso deste tipo de procedimento é que seja devidamente planejado e pode ser realizado tanto pelo terapeuta quanto por pais, professores ou cuidadores, desde que sejam devidamente supervisionados por um analista do comportamento.
 

*Leana Bernardes é psicóloga clínica, mestre em Psicologia pela PUC-GO, com especialização em Psicoterapia Comportamental. É também sócia-proprietária do Instituto Goiano de Análise do Comportamento (IGAC). 
 
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por Leana Bernardes

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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