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A final previsível

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02.05.2012 - 13:01:48


Esperamos três meses para comprovar aquilo que já sabíamos desde o início: Goiás e Atlético Goianiense disputarão a final do Campeonato Goiano de 2012. A superioridade dessas duas equipes ficou evidente ao longo do torneio. Os números da tabela só reiteram numericamente aquilo que era percebido, até mesmo ao olhar mais desatento, dentro de campo. Somente uma daquelas surpresas que pulam dessa caixinha chamada futebol impediria tal peleja na decisão do Goianão. Nem o mais otimista dos torcedores do Vila Nova ou Crac de Catalão esperava com sinceridade um resultado diferente. E a imprevisibilidade do esporte bretão não deu as caras no nosso Estado nesse ano. As zebras ficaram pelas bandas de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. 

Goiás e Atlético devem fazer partidas abertas, de pegada ofensiva. Ultimamente, o Goiás vem resgatando a tradição de toque de bola, de vocação para o ataque, de jogo bonito – características que marcaram a história dessa camisa verde a partir dos anos 80 e estão tatuadas na memória do esmeraldino. Chegou a hora do vamos ver real. O torcedor quer ver se o time que joga bonito como os plantéis memoráveis da Serrinha também será vencedor como largamente foi o Goiás das décadas de 1980 e 1990. É a hora em que a criança chora e a mãe não ouve.

O Atlético, por sua vez, chega motivado pela oportunidade de conquistar o tricampeonato goiano, fato inédito na história do Dragão Campineiro. Além disso, o rubro-negro pretende consolidar a hegemonia regional dos últimos anos com mais um título estadual. O tricampeonato aliado à terceira temporada consecutiva na elite do futebol brasileiro são provas de que o projeto atleticano de voltar a ser uma grande equipe não é uma simples aventura. Essa sequência mostra planejamento e uma boa estrutura financeira. E o título viria como um presente para todo esse trabalho.

Para os torcedores das duas equipes, a expectativa também é positiva. Não existe a tensão no Serra Dourada no clássico entre Goiás e Atlético como existe na partida contra o Vila Nova. Se tivemos uma semifinal entre duas equipes da capital com o Serra Dourada vergonhosamente vazio (e a maior das razões da ausência de público é, sem dúvidas, os episódios de violência), isso não deve acontecer na final. No chute, estimo que mais de 20 mil pessoas em cada jogo devem dar as caras no maior palco futebolístico de nosso Estado. Público longe dos números históricos, mas considerável para os dias atuais.

Como esmeraldino, estarei no Serra nos dois jogos. Torcendo pelo meu time e por um belo espetáculo. Todo clima indica que a festa será bonita. Espero não estar errado dessa vez.

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por Pablo Kossa

*Jornalista, produtor cultural e mestre em Comunicação pela UFG

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