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A empatia que cura

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05.07.2018 - 17:39:27

Nos dias de hoje, infelizmente, é tão comum ir a uma consulta médica e sair de lá indignado com o mau atendimento, falta de atenção e descaso, que encontrar alguém que nunca tenha passado por isso é como encontrar uma agulha no palheiro.
 
Pense aí, quantas vezes você foi em busca de atenção, de humanização, de alguém que entendesse sua dor, que te desse mais que um remédio, que olhasse nos seus olhos e não apenas diminuísse seu sofrimento? Quantas vezes?
 
O que mais ouço nos meus atendimentos é como os médicos estão frios e distantes, cada vez mais preocupados consigo mesmos e menos com aqueles que prometeu dar a vida para salvar. Claro, seria injusto generalizar, conheço muitos profissionais que além de altamente capacitados são seres humanos esplêndidos, no entanto esse texto não é pra falar dos que estão indo na contramão, mas dos que precisam acordar e amar o que fazem e cuidar com atenção e carinho. Será que é pedir demais?
 
A relação médico-paciente tem origem com a medicina hipocrática, cuja meta era o puro benefício humano, tendo em vista a pessoa e não simplesmente a doença. A empatia, que envolve um sentimento de sensibilização pelas mudanças sentidas e refletidas era essencial para um bom médico. Por que mataram a empatia?
 
Acredito que precisamos voltar a utilizar os cinco sentidos. Ouvir o outro, sentir sua dor, falar para acalentar… Fomos treinados para desenvolver todas essas habilidades, desde o momento que o paciente entra em sala até o momento em que ele sai do consultório, bem atendido, bem assistido e sem dúvidas. É necessário compreender os seus medos, angústias e incertezas. Responder perguntas, aparentemente tão simples pra nós, “doutores.”
 
O atendimento humanizado tem como objetivo oferecer o melhor do profissional para o seu paciente. Um uma época em que dispomos de tantas evoluções tecnológicas e medicinais, chega a ser irônico dizer que o que nos falta é apenas uma comunicação humanizada. Caso não exista uma boa interação entre paciente e médico provavelmente não haverá uma boa adesão ao tratamento.
 
Não existe tecnologia que substitua um olhar, um sorriso, a atenção e a confiança. Que tipo de ser humano você tem sido? Que tipo de profissional, independente de sua área de atuação, você tem sido? A empatia e o amor curam. Você tem se preocupado apenas em conter a doença ou tem espalhado amor?!
 

*Fabiana Arruda é média, ultrassonografista e pós-graduanda em Psiquiatria

 
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por Fabiana Arruda

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