O título acima é o nome de um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Dirigido por Mike Nichols e estrelado por nada menos que Meryl Streep e Jack Nicholson, o filme de 1986 conta a história de amor entre uma jornalista gastronômica de Nova York e um colunista de Washington. Eles se conhecem, se apaixonam e se casam.
Bom, aí a história da vida privada começa de verdade. O casamento, alegrias, dificuldades e tensões emocionais que envolvem o casal em um filme absolutamente adorável. Amo também a música tema (Coming around again) da Carly Simon, que tem um quê brega, mas se encaixa perfeitamente no enredo.
Hoje me lembrei desse filme que recomendo sinceramente para todo mundo, solteiros, divorciados, casados, adolescentes, maduros. Não é daqueles filmes água com açúcar, mas absolutamente sincero, cru, com todos os silêncios necessários. A cena final é absolutamente maravilhosa. Não vou contar para não tirar o gostinho de quem ainda não assistiu essa obra-prima.
O título original é Heartburn, mas acho a adaptação para o português perfeita, poética e um pouco triste. Sim, a difícil arte de amar que permeia todos os nossos relacionamentos, seja com o marido, filho, irmãos, amigos, pai e mãe.
O amor é tudo, menos fácil. É necessário, desejado, intenso, forte, trabalhoso, delicioso. Mas não é fácil. Porque exige da gente dedicação, tolerância, lealdade, respeito e acima de tudo, menos ego.
Ah, o ego. Como é complicado domar esse bichinho que adora aparecer e estar sempre cheio de razão. Muitas vezes entramos em um embate, em uma briga, simplesmente para provar que estamos certos. E no final ganhamos o quê? Raiva, perda de tempo, desgaste e sofrimento. Tudo para ter A RAZÃO. Quanta bobagem.
O ideal seria aprender com o tempo, deixar o ego de lado em prol de relacionamentos mais saudáveis e de uma vida menos complicada. Porque é difícil, sim, a arte de amar e ser amado. Mas ninguém achou que seria fácil, achou?