Adriana Marinelli
Goiânia – Acompanhado do presidente da Saneago, Júlio Cezar Vaz, o governador Marconi Perillo vistoriou, na manhã desta terça-feira (24/6), o canteiro de obras do Sistema Produtor Mauro Borges, que deve ser entregue com todas as etapas finalizadas no mês de outubro. A obra, considerada a maior de saneamento do Brasil Central, garantirá o abastecimento de água à população de Goiânia e Região Metropolitana até 2045. O Sistema poderá atender até três milhões de pessoas.
Além da barragem do Ribeirão João Leite e dos reservatórios, que compreendem a primeira etapa e já foram entregues, outra grande obra é a Estação Elevatória de Água Bruta, considerada modelo de sustentabilidade devido à utilização da força da própria água como fonte de energia mecânica para acionar as bombas por um período de dois a quatro meses por ano.
Em entrevista coletiva, durante a visita técnica, o governador afirmou que a Estação de Tratamento de Água (ETA) Mauro Borges é a maior e mais moderna da América Latina. "Começamos a pensar no projeto ainda em 1999 e começamos a colocá-lo em prática em 2001. Agora, vendo a obra quase finalizada, posso dizer que é um sonho realizado", diz Marconi.
Investimentos
Conforme ressaltou o governador, na primeira etapa do Sistema, foram investidos R$ 200 milhões, provenientes do BNDES, BID, Ministérios da Integração e das Cidades, governo do Estado e da Saneago. A segunda etapa, que será concluída até outubro, conta com investimentos de R$ 273 milhões, e os recursos são oriundos das mesmas fontes.
“Já estamos viabilizando o início da ampliação do sistema de tratamento de esgoto da Estação de Tratamento de Esgoto Hélio Seixo de Brito para atender toda a cidade de Goiânia. Somente na Região Noroeste da Capital, a Saneago está realizando quase 600 quilômetros de redes coletoras de esgoto.
Com a conclusão dessas obras, vamos passar de 90% de esgoto coletado e tratado em Goiânia, que estará entre as capitais melhor atendidas em coleta e tratamento de efluentes”, afirmou o governador durante discurso. Em 14 anos, Goiás saltou de 12 para 82 estações de tratamento de esgoto.