A Redação
Goiânia – O cooperativismo goiano está presente no comércio, na indústria, nos serviços e no ramo agropecuário. A múltipla atuação do modelo em diversos setores da esfera produtiva foi destacada na abertura da FICCA Goiás 2026 – Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio de Goiás. O evento reúne todos os segmentos da economia goiana no mesmo lugar para potencializar a geração de negócios e oportunidades.
Luís Alberto Pereira, presidente do Sistema OCB/GO, ressaltou a influência das cooperativas goianas nos mais diversos ramos da economia. “O cooperativismo é transversal. Ele atua tanto na área do comércio, quanto nas áreas da indústria e de serviços. Uma cooperativa agropecuária, por exemplo, precisa comprar insumos, enquanto outra cooperativa de transporte, de logística, precisa de energia. Já uma cooperativa de saúde precisa de máquinas, equipamentos e remédios. As cooperativas habitacionais, por sua vez, compram serviços de engenharia e materiais de construção. Ou seja, nós estamos integrados a todo esse ecossistema.”
Além de ressaltar a união da classe empresarial goiana, Luís Alberto declarou que a participação do Sistema OCB/GO na feira tem como objetivo gerar negócios. “Nós não viemos aqui apenas por uma questão de representação institucional, mas para fazer negócios de mão dupla. Viemos fazer parcerias e viemos também trazer conteúdos”, afirmou.
Demandas
Ao falar com a imprensa, Luís Alberto reconheceu algumas pautas do setor produtivo e pediu medidas do governo federal diante das dificuldades enfrentadas pela classe. “Espero que esse novo governo ouça o setor produtivo, principalmente em relação ao déficit fiscal que eleva a curva de juros. Também esperamos que haja uma revisão na lei da escala 6 por 1, para que se possa fazer adaptações em alguns setores específicos”, ressaltou.
Exposição
O Sistema OCB/GO levou para a feira cerca de 20 cooperativas expositoras, que apresentam aos visitantes do evento seus produtos e serviços. Entre elas, estão cooperativas de agricultura familiar, artesanato, habitacionais, de saúde e de crédito, presentes no Pavilhão do Cooperativismo.
Regina Ramos, ceramista e cooperada da Cooperativa dos Trabalhadores de Arte do Estado de Goiás (Artago) é uma das expositoras. Para ela, participar da FICCA é uma grande oportunidade. “É uma vitrine para mostrarmos um pouquinho da diversidade e riqueza do artesanato do Estado de Goiás.” Regina espera que o público aprecie e compre os produtos da sua cooperativa e se mostrou animada com a diversidade dos visitantes, inclusive de outros países.
Arlete Dias, presidente da Cooperativa Agropecuária de Padre Bernardo (COPPAB) e também expositora, disse que participar do evento é uma experiência gratificante, pela oportunidade de expor seus produtos derivados do baru. “Além de fazermos troca de experiências, demonstramos nosso trabalho feito por um grupo de mulheres produtoras do campo e que, às vezes, não têm oportunidade de mostrar seus produtos. Um lugar como esse é onde podemos divulgar nosso trabalho coletivo.”
