A Redação
Goiânia – A dificuldade em conciliar a vida acadêmica com as responsabilidades de cuidado e a forma como a universidade pode acolher essas demandas para garantir condições de acesso e permanência foram os tópicos que orientaram a oficina “Maternagem e Questões Relacionadas a Gênero”, realizada na manhã desta quinta-feira (22/10), na Sala Multimídia do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (IPTSP/UFG).
Conduzida pela professora Dr.ª Fernanda Ramos Pereira, da UFG, a atividade integra a Trilha do Conhecimento do Pertence IPTSP – Projeto de Permanência, Transformação, Equidade e Necessidades da Comunidade Estudantil. A proposta é envolver a comunidade acadêmica em uma reflexão sobre maternidade, maternagem e as condições disponíveis para quem precisa conciliar estudo, trabalho e cuidado.
“A oficina tem como premissa fazer um processo de reflexão coletiva com a comunidade acadêmica que circula e vivencia o IPTSP”, explica Fernanda.
A discussão amplia o olhar sobre o cuidado, compreendido como uma responsabilidade coletiva. Segundo a professora, embora essas atividades não devam ser atribuídas exclusivamente às mulheres, são elas que acabam mais impactadas pelas desigualdades de gênero relacionadas a essas demandas.
“Nesse contexto, a oficina propõe discutir como a universidade tem acolhido as necessidades de quem cuida e quais mudanças podem contribuir para que essas pessoas tenham condições de participar da vida acadêmica”, destaca ela.
Da memória à construção de propostas
A atividade foi estruturada em três momentos. O primeiro convidou os participantes a resgatar memórias de figuras femininas que marcaram suas trajetórias e a compartilhar os motivos pelos quais essas mulheres se tornaram referências.
Na sequência, o grupo foi provocado a refletir sobre o acolhimento das demandas de cuidado no ambiente universitário, considerando sua relação com o acesso, a permanência e as desigualdades de gênero.
O encerramento foi dedicado à elaboração de ideias e propostas de transformação. “A intenção é que a reflexão coletiva contribua para identificar possibilidades de tornar o cotidiano universitário mais acolhedor e atento às diferentes experiências de sua comunidade”, conclui Fernanda.
