Jales Naves
Especial para o jornal A Redação
Goiânia – Tecelã que transformou fios em tecidos no entrelaçamento de tramas e urdiduras em teares manuais, Alvina Rosa Naves, mineira de Nova Ponte, também se revelou na cozinha, sendo elogiada por seus trabalhos, em especial nas festas religiosas da época, quando produzia os doces e salgados servidos na ocasião. Ela se casou com seu conterrâneo Elpídio Alves Rezende, fazendeiro na região, onde plantava o básico, como arroz, feijão e milho, e criava gado, e cuidava da alimentação desse pessoal. O casal teve 15 filhos, dos quais sete faleceram ainda crianças. Alvina integra a oitava geração dos Naves brasileiros.
No início da década de 1950 Alvina e Elpídio decidiram vir para Goiás, arrumaram as malas e buscaram novos espaços. Pararam inicialmente, por uns anos, em Goiatuba, no sul goiano. Posteriormente, em 1955, o casal resolveu se fixar em Porangatu, na época na região do Médio Norte de Goiás, onde adquiriu uma fazenda, igualmente para o plantio do básico e criação de gado, tirando leite para consumo.
As lembranças são da filha caçula, Nilza Naves, última a nascer em Nova Ponte, em 21.11.1944. A mudança para Goiás começou quando ela era criança.
Na terça-feira, dia 13, ocorreu mais uma despedida, de seu irmão Antônio Naves de Rezende, o Tonico, 96 anos, que foi motorista e tocou roça em Porangatu. Dos oito irmãos, estão vivas Zeni Naves, de 1941, professora, que morou em Ceres, GO, onde lecionou no ginásio, e Nilza, também professora e política, que se elegeu vereadora por três mandatos, pelo PSDB, em Porangatu, presidiu a Câmara Municipal; dirigiu o Colégio Estadual Waldemar Lopes do Amaral Brito, em homenagem ao seu marido, e foi Secretária Municipal de Cultura.
No domingo, dia 18, às 19h, na Paróquia São Francisco de Assis (Nona Avenida, 111, setor Leste Universitário, em Goiânia), a família vai participar da Missa de Sétimo Dia por Antônio Naves de Rezende.
