Já reparou como elas chegam seguras de si, em cima dos seus saltos de acrílico, com o piercing no umbigo, calça justíssima, decote generoso nos seios e cabelo liso escorrido? Plenas, poderosas, sabendo que até o mais sério dos homens vai virar o pescoço para dar aquela conferida no derrière?
A verdade é que eu morro de inveja das piriguetes. Não de uma piriguete qualquer, mas a piriguete mesmo, com P maiúsculo, não importando a conta bancária ou a classe social. Um exemplar feminino que encontramos tanto na periferia quanto no condomínio de luxo. Porque sejamos honestos, ser piriguete é um estado de espírito. E tem de montes por aí, disfarçada de madame, com óculos de grife e bolsa Louis Vuitton. E com aquele sorrisão no rosto de quem está sempre de bem com a vida.
E como são alegres as piriguetes. Sempre maquiadas, sempre sorrindo, sempre com uma boa bebida de dose na mão. E é virada de cabelo pra lá, virada de cabelo pra cá.
Não têm preconceito musical, vão do axé ao house mexendo o bumbum até o chão. Sim , é de matar de inveja como essas danadas são felizes. São felizes com axé, com funk e até rock nacional dos anos 80.
Alvo dos olhares gulosos dos homens e de reprovação das mulheres, a piriguete adora causar. E pode. E merece. Afinal, vai encarar 280 mililitros de silicone, uma lipo anual, duas horas de academia, escova definitiva a cada dois meses e tintura a cada 20 dias? Não é para qualquer uma, é preciso muita vocação, suor e lágrimas.
E para as que não têm vocação como eu, resta a inveja. E falar mal. Porque um dos exercícios que mulher mais gosta de fazer é falar mal da outra, especialmente de uma piriguete. “Como é que pode sair assim, vestida desse jeito?”. E os homens lá, babando.
Quer saber? Se eu fosse uma piriguete, com aquele corpão todo, saia era pelada.