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Dia Mundial do Chocolate: uma delícia com muitos benefícios

07.07.2023 - 07:48:00
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Uma iguaria que é capaz de despertar os mais profundos desejos, desde a paixão até a rejeição: o chocolate. O alimento é tão rico que tem uma data oficial: 7 de julho, o Dia Mundial do Chocolate. Apesar de muitos pensarem que esse alimento deve ser excluído, ele pode muito bem fazer parte de uma alimentação equilibrada, sendo preciso apenas conhecê-lo e entender as melhores formas de utilizá-lo.
 
Existem muitos tipos de chocolate, cada um com uma composição diferente. O chocolate ao leite é o mais consumido, porém existe uma crescente para o consumo das versões meio amargo e amargo, com diferentes teores de cacau (50%, 60%, 70% e 80%). O chocolate branco, que por muitos não é considerado um chocolate, por ser feito apenas da manteiga do cacau, também tem seu lugar cativo no coração de alguns consumidores. E ainda existem as mais recentes versões desenvolvidas pela marca Callebaut, que são o Gold, uma mistura de caramelo e o Ruby que é produzida a partir de um tipo específico de cacau com sabor mais frutado e coloração rosa.
 
O que muitos não sabem é que o chocolate pode ser um alimento benéfico, pois sua composição rica em polifenóis, substância pertencente ao grupo de flavonóides, tem papel importante como antioxidante combatendo os radicais livres que promovem o envelhecimento e morte celular. Além de atuar como estimulante na produção de serotonina que é um neurotransmissor responsável pelas sensações de prazer, humor e que ajuda no combate à angústia e ao estresse. O alimento também é rico em minerais, como zinco, selênio e magnésio, que ajudam na regulação de várias funções do organismo.
 
Além de seu consumo natural, o chocolate tem sido utilizado como ingrediente de sucesso em muitas receitas, especialmente na confeitaria, podendo ser a base de recheios, coberturas, massas, sorvetes, entre outros. Outra utilidade que tem sido bastante explorada é o seu uso como matéria prima para esculturas artísticas, algumas de grande imponência, como as que podem ser visualizadas em algumas chocolaterias pelo país e que viralizaram em redes sociais, como o TikTok. Outro destaque, são os concursos de qualidade de chocolates, que estão sendo cada vez mais valorizados e reconhecidos no Brasil, como o Prêmio ‘Bean to Bar Brasil’, que já realizou 5 edições, com o intuito de divulgar os produtos artesanais e promover a melhoria da qualidade dos chocolates por meio de feedbacks de jurados profissionais e consumidores.
 
No entanto, é preciso tomar cuidado com esse saboroso alimento. Ele não deve ser oferecido a crianças menores de dois anos e o excesso pode levar a problemas estomacais e intestinais em idosos e pessoas com problemas digestivos, além de obesidade e outras doenças cardiovasculares. O recomendado é que a ingestão não ultrapasse 30g diárias. Para que ele seja benéfico para a saúde, devem ser escolhidas as versões com menores teores de açúcares e manteiga, visto que esses ingredientes podem apresentar características inflamatórias e trazerem prejuízos. Por isso, é importante ler o rótulo do produto antes de realizar a escolha. Leia atentamente a lista de ingredientes e observe bem, pois os primeiros são os que estão em maior quantidade, além disso, escolha as versões com menor quantidade de ingredientes, provavelmente serão mais saudáveis.
 
E para aqueles que amam chocolate mas possuem alguma restrição alimentar como intolerância à lactose, diabetes e doença celíaca, existem as versões zero lactose, zero açúcar e sem glúten. A alfarroba também tem sido utilizada como um substituto interessante, pois tem sabor similar e é rica em fibras e vitaminas. Mas fique atento! O fato de serem especiais não faz deles alimentos mais saudáveis. Assim como todos os tipos de chocolate, consuma com moderação e sempre consulte um nutricionista para verificar se ele pode estar presente no seu dia a dia.
 
E, por fim, vale ressaltar a crescente preocupação com a produção, desde seu cultivo, preparo, industrialização e distribuição. O combate à exploração do trabalho humano nas grandes lavouras e produtoras, a minimização dos prejuízos ao meio ambiente e a utilização cada vez maior de embalagens recicláveis ou menos poluidoras, ou seja, a sustentabilidade em todas as etapas, precisa ser uma bandeira erguida e defendida por todos os envolvidos. O alimento responsável por tanto prazer não pode ser símbolo de sofrimento e destruição.

*Cléia Graziele Lima é professora de nutrição da Estácio e mestra em nutrição e saúde

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por Cléia Graziele Lima

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