Eduarda Leite
Goiânia – O produtor cultural Px Silveira se posicionou nesta semana sobre a transferência da sede do Tribunal de Contas do Município (TCM) para o antigo prédio da Assembleia Legislativa de Goiás, no Setor Oeste. Na avaliação dele, tal destinação para o imóvel não é a mais viável. “O local tem vocação para ser cultural. A ida de um outro órgão da burocracia pública é um desperdício de oportunidade”, afirmou em entrevista ao jornal A Redação.
Para PX, que também é escritor, a carência de marcos culturais em Goiânia torna-se ainda mais alarmante diante da proximidade das comemorações do centenário da cidade, e mesmo os espaços já existentes não são tratados, na visão dele, com a devida atenção. “Na Praça Honestino Guimarães, dita Praça Universitária, temos há décadas o Palácio da Cultura, composto de sala de exposições e biblioteca. Aliás, o local precisa ser revitalizado, dando atenção para o conjunto de esculturas ali localizado, que forma um museu ao ar livre”, opinou Px.
A nova ocupação do antigo prédio da Assembleia Legislativa de Goiás, localizado no Bosque dos Buritis, está sendo discutida desde o início do ano, ponderando a concessão do espaço ao TCM ou ao Palácio da Cultura. Na quinta-feira (3/11), o projeto do deputado estadual Lissauer Vieira (PSD) que destina o imóvel ao Tribunal foi aprovado em 2ª e última votação.
Apesar do anúncio do prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, há algum tempo, sobre a criação do Palácio da Cultura na antiga sede da Assembleia, e também das manifestações de integrantes do setor cultural como Px Silveira e Siron Franco, a Prefeitura de Goiânia não tem completa autonomia na decisão, já que o prédio foi doado ao município em 2013, mas, segundo a gestão municipal, não foi escriturado, impedindo a continuidade do processo.
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