Théo Mariano
Goiânia – Goiás é um dos três Estados brasileiros com menor desigualdade entre os rendimentos, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada nesta sexta-feira (3/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além dos goianos, Santa Catarina e Rondônia figuram nas duas melhores posições do ranking, que viu seus piores resultados nos Estados da Bahia, Sergipe e também no Distrito Federal.
Segundo o IBGE, em Goiás, a desigualdade de rendimento entre os 10% que mais recebem e os 40% que menos recebem figura abaixo de nove vezes. A média nacional está em torno de pouco mais de 12 vezes, quando aborda a diferença salarial entre as classes citadas. Ainda assim, ao delimitar os dados apenas ao Centro-Oeste brasileiro, vemos que os goianos apresentaram a maior taxa de informalidade no mercado de trabalho na região.
Em relação ao mercado informal, há ligeiramente mais homens do que mulheres em acordos não formais. Ao filtrar por cor ou raça, o IBGE aponta uma diferença de quase 4% entre a proporção de pretos ou pardos e brancos nas vagas de trabalho informais – os primeiros são 41,6%; já o segundo, 37,7%. De toda forma, em âmbito nacional, a taxa relacionada ao mercado informal atingiu seu menor valor da série histórica entre 2012 e 2020.

Comerciantes informais vendem produtos nas ruas (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Nas análises dos dados, os pesquisadores do IBGE sugerem que tais resultados "refletem desigualdades historicamente constituídas, como a maior proporção de pessoas de cor ou raça preta ou parda em posições na ocupação de empregados e trabalhadores domésticos sem carteira de trabalho assinada, além de trabalhadores por conta própria não contribuintes para a previdência social".
O levantamento concluiu que, à medida que se aumentava a escolaridade, menor era a participação em atividades informais. "Para as pessoas ocupadas com ensino superior completo, a participação de informais foi de 21,2%, enquanto para pessoas ocupadas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto foi quase três vezes superior, alcançando 60,3% em 2020."
Acesse o levantamento completo aqui.