Théo Mariano
Goiânia – Levantamento do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos apontam que as mulheres grávidas apresentam mais chances de desenvolverem casos graves quando infectadas pela covid-19 em relação àquelas que não estão gestantes. De acordo com a infectologista Luciana Barreto, é "fundamental" que os agentes de saúde estejam capacitados para monitorar o avanço da covid-19 em gestantes, para identificação, se for o caso, de piora clínica. "Os riscos não podem ser subestimados", disse em entrevista ao jornal A Redação.
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Goiás é o 5º Estado com mais mortes de gestantes por covid-19 em 2021
O jornal A Redação realizou um levantamento, com base em dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MS), que aponta Goiás como o Estado com mais mortes por covid-19 entre gestantes na região Centro-Oeste. No ranking nacional, os goianos ficam com a quinta posição da lista, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Até a publicação, foram notificados em cidades goianas 74 óbitos de grávidas vítimas do novo coronavírus durante este ano.
No Brasil, foram 1.055 mortes de gestantes causadas por covid-19 em 2021. A região com mais registros foi a Sudeste. A maioria das grávidas mortas pelo vírus, no País, estava no terceiro trimestre da gestação. A faixa etária mais vulnerável foi das mulheres entre 30 e 39 anos de idade, com 549 mortes. Em relação à cor da pele, as pardas ficaram em primeiro lugar entre as vítimas, representando 486 óbitos. Os dados são todos relacionados aos números nacionais.
Para a especialista Luciana Barreto, o reforço das medidas convencionais de proteção contra a covid-19 é necessário para garantir menor exposição das gestantes de possíveis contaminações pelo vírus. Ainda segundo o CDC, as ações para se ter maior segurança também precisam ser adotadas por pessoas que estiveram recentemente em gestação. Além dos cuidados básicos, a infectologista é enfática sobre outra forma de se cuidar: "Vacinar".