A Redação
Goiânia – Pesquisador em estatística do Instituto Mauro Borges (IMB), Alex Felipe Rodrigues Lima conquistou o terceiro lugar no 1º Prêmio Nacional de Educação, que avaliou os impactos da política estadual das escolas de tempo integral. O resultado foi divulgado na última sexta-feira (26/11), pela Coordenação-Geral de Gestão do Conhecimento, Tecnologia e Prêmio da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) – responsável pela organização, em parceria com o Fundo Nacional de Dsesenvolvimento da Educação (FNDE).
O pesquisador Alex Felipe Rodrigues Lima, servidor do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos e atual gerente de Estudos Socioeconômicos e de Avaliação de Políticas Públicas do IMB, conquistou o título com o trabalho intitulado “Avaliação de Impacto da Escola Estadual de Tempo Integral nos Resultados de Desempenho Educacional do Estado de Goiás”. “Este é o reconhecimento de um trabalho muito importante. Principalmente relacionado à educação. Avaliar políticas públicas de forma quantitativa, como foi o caso deste estudo, é sempre muito desafiador. E um prêmio como este, só prova que estamos no caminho certo. Cujo principal objetivo é ajudar a educação de Goiás”, disse Alex Felipe.
O Prêmio Nacional de Educação foi criado para fomentar a realização de estudos e pesquisas sobre políticas públicas educacionais, principalmente nos programas financiados pelo FNDE, com objetivo de auxiliar na atuação e aperfeiçoamento de sua gestão. Em sua primeira edição, a premiação teve como tema o “Aprimoramento da Gestão Educacional no Brasil”, como avaliação para estratégias de planejamento, controle social, monitoramento de riscos, avaliação de impacto e indicadores de resultado.
O estudo, realizado em parceria com os pesquisadores Erik Alencar de Figueiredo, Felipe Resende Oliveira e Rodrigo Nobre Fernandez, buscou encontrar evidências empíricas sobre a experiência das escolas em tempo integral da Rede Estadual de Ensino do Estado de Goiás. Para isso, os autores utilizaram métodos de identificação causal para determinar o efeito do programa. “Comparamos as escolas integrais com as que ainda não oferecem esse tipo de ensino, pelo método de diferenças e diferenças. Que permite analisar diversos anos de tratamento, de acordo com a adesão ao Ensino Integral, obtendo o real efeito do programa” , pontuou o líder do estudo.
Os principais resultados indicam que o programa propicia às escolas de ensino fundamental – anos finais e do Ensino Médio – um desempenho significativamente superior nas provas da Prova Brasil, Saego e no Ideb, em comparação com as demais escolas. Além disso, foi possível detectar os efeitos significativos que diminuem a taxa de reprovação e abandono escolar. “Na maioria dos casos, os resultados foram muito bons no sentido de melhorar o comportamento [dos alunos] depois da inserção do programa”, observou o pesquisador.
Para analisar os efeitos da aplicação do ensino integral, a pesquisa realizou uma comparação entre escolas com e sem esse sistema. A comparação ocorreu com base em dados empíricos coletados por meio de indicadores educacionais, tais como o Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb), a Prova Brasil, além de provas de português e matemática, e as taxas de reprovação, aprovação e abandono escolar. “As escolas que se transformaram em tempo integral experimentaram um impacto significativo nesses indicadores. Elas melhoram o desempenho nas provas e no rendimento escolar” , ressaltou Alex.