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Compliance na saúde: integridade em tempos de pandemia

15.09.2020 - 17:50:18
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Sempre escutamos conceitos, definições e, principalmente, afirmações sobre o papel e aplicações dos programas de compliance: seguir normas, diretrizes, garantir observância de fluxos, processos, prevenir fraudes e desvios de conduta, ou, em síntese, assegurar integridade. O foco é promover os formatos e parâmetros necessários para nortear a segurança institucional.
 
Indiscutivelmente estas ferramentas direcionam controles no sentido de reconhecer e mitigar riscos, mapear, qualificar e quantificar contingências. Amplamente têm sido obtidos resultados positivos frente às metas empresariais e sociais, vinculadas aos aspectos de auto-sustentabilidade.
 
Nas instituições de saúde têm sido realizados investimentos econômicos, financeiros e humanos na criação, implantação de códigos de conduta ética e programas de integridade. Instrumentos de gestão que têm elevado a prestação de serviços médico-hospitalares a patamares de qualidade e certificações que de muitas formas delineiam a gestão de indicadores propiciando melhorias aos processos.
 
Entremeio a este cenário, em 2020 fomos surpreendidos pela pandemia da Covid-19, que abalou as ações previstas em planejamentos estratégicos e na atuação habitual das instituições. Mesmo no setor saúde, devido às próprias características da atividade, não era algo que compunha as mais pessimistas das matrizes SWOT, ao menos não com esta magnitude.
 
Exatamente neste momento, em situações como as que estamos vivenciando, que os sistemas de compliance, são essenciais, funcionando como pilares de enfrentamento à pandemia. Para pensar sobre isso, propomos voltar a abordagem inicial sobre assegurar integridade. Não existe processo que não careça de melhorias constantes, afinal somos humanos, hospitais são complexos.
 
Enfatizar a segurança do paciente, melhor garantida com programas de qualidade e integridade, sendo possível perceber resultados da acolhida a alta hospitalar, nas adequações, adaptações para entender e atender durante a pandemia. Neste sentido, são criados e entregues resultados, valores explícitos e carregados de ética nos serviços direcionados a aquele que é o ator principal em cena: o paciente.
 
Não podemos esquecer, os pacientes devem ser vistos além dos fluxos administrativos, precisam ser reconhecidos com verdadeira preocupação empática, com amor refletido em cada atendimento. É papel do gestor em saúde entender que isso torna-se ainda mais viável, seguro e íntegro, com sistemas de compliance, que são velas a iluminar, guiar as instituições nestes dias de superação.
 
*David Aquino Ramos  é supervisor contábil e financeiro no Hospital Estadual de Urgências da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), pela Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir). Membro da Comissão de Gestão da Governança Organizacional e Compliance – CRC-GO.
 
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por David Aquino Ramos

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