Roberta Rodrigues
Goiânia –
A equipe de transição do governo de José Eliton concedeu coletiva nesta segunda-feira (5/11) para esclarecer algumas questões sobre as críticas do governador eleito, Ronaldo Caiado, a respeito de um material encaminhado pela equipe de transição do atual governo. O documento aborda, entre os assuntos, o pagamento dos servidores no fim de ano.
Segundo a equipe, o governador José Eliton não participou da coletiva por acreditar que não é o momento de politizar a transição entre os governos. Estavam presentes na coletiva Tito do Amaral, da Controladoria Geral Estado de Goiás; Joaquim Mesquita, da Segplan; Afrânio Cotrim, da Sefaz e Fernando Tibúrcio, da Casa Civil.
Os integrantes da Equipe de Transição afirmaram que, de fato, a maioria das informações apresentadas consta no Portal da Transparência do Governo de Goiás, porque sua publicação é determinada expressamente pela Lei de Acesso à Informação.
Coordenador da equipe de transição, Afrânio Cotrim esclareceu que o material encaminhado atendeu a demanda solicitada pela equipe de Caiado. “Estamos respondendo tudo da forma mais transparente possível e vamos continuar esclarecendo na medida que os questionamentos forem pontuados", acrescentou.
O secretário Joaquim Mesquita explicou que o déficit do Estado previsto para exercício de 2018 é de R$ 241 milhões, diferente do que Caiado afirma (R$ 3,6 bilhões). "Em relação às dívidas do Estado, nós temos sempre destacado que estamos no melhor patamar dos últimos 20 anos. Dia 31 de dezembro está próximo, então teremos a possibilidade de aferir qual informação está correta. Nós sustentamos com base nas projeções da Secretaria da Fazenda que o déficit será de R$ 241 milhões. Todo esforço e toda orientação do governo é de atingir essa meta", concluíu.
“Os números falam por si e são oficiais, aferíveis por toda a sociedade. Se o governador eleito afirma que são números artificiais é porque, certamente, os pedidos dele teriam sido artificiais”, criticou Mesquita. "Tudo o que foi pedido foi entregue, tal qual foi solicitado", disse. "Mandamos 5 mil páginas justamente porque as informações que ele pediu somam 5 mil, mas poderíamos ter mandado 50 mil se o pedido assim contemplasse", disse Tito – as informações foram enviadas por meio digital.
Pagamento da folha
O secretário ressaltou que toda a equipe de governo tem trabalhado de modo a garantir, a exemplo dos anos anteriores, o cumprimento integral das vinculações constitucionais, da Legislação de Responsabilidade Fiscal (LRF). Mesquita disse que o mesmo se aplica ao cronograma da folha do funcionalismo estadual e dos fornecedores, “de maneira que possamos chegar ao dia 31 de 2018 com o encerramento pleno e adequado da gestão do Estado, mas com olhar e preocupação sempre na continuidade das ações, na melhoria da qualidade de vida da população, para que o governo eleito possa implementar as suas políticas e programas”, disse.
Questionado sobre informações de que o governo estadual possa não efetuar o pagamento da folha de dezembro, Mesquita ressaltou que boatos como esse começaram no mês de abril e até hoje não se cumpriram. O titular da Segplan disse que o que existe "é um esforço é para manter as contas do Estado em dia".
“Não existe calote, como afirma o governador eleito. O pagamento da folha de dezembro será feito como sempre, no dia 10 de janeiro, como determina a Constituição. O que eles estão fazendo é futurologia”, disse Tito do Amaral. “O governo não tem nada a esconder. Temos passado todas as informações com intuito de que o governador eleito faça um bom governo para os goianos”, afirmou o controlador-Geral do Estado.