A Redação
Goiânia – Por determinação do governador José Eliton, o Governo de Goiás vem tomando, desde o último sábado (26/5), uma série de medidas para reduzir o impacto da greve de caminhoneiros na economia e na prestação de serviços públicos do Estado. As diferentes secretarias de governo estão atuando para garantir o escoamento da produção, o funcionamento dos hospitais, a reposição de aulas após o recesso destas terça e quarta-feiras e combater preços abusivos, como nos casos registrados de reajustes dos combustíveis.
Em entre as medidas adotadas nesta terça-feira, está a que amplia o número de caminhões por comboio escoltado pelas forças de segurança. O objetivo da medida é garantir o abastecimento em todo o Estado.
Caminhões com combustível, medicamentos, alimentos, gás, animais vivos e outros produtos perecíveis já foram escolados em comboios com múltiplos produtos e a operação continua enquanto persistir a greve dos caminhoneiros, que já dura 9 dias. Enquanto isso, o Procon monitora, coíbe e aplica penalidades à prática de preços abusivos.
Até agora, as escoltas estavam levando principalmente combustíveis. A decisão foi tomada em reunião do Gabinete de Monitoramento da Paralisação do Transporte Rodoviário de Cargas (GMPTC), coordenado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). O grupo registrou até esta terça-feira (29/05), às 13 horas, 112 escoltas de caminhões nas rodovias goianas. No total, foram acompanhados 163 veículos com combustível, medicamentos, alimentos, gás e animais vivos.
A Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) atua para que as aulas suspensas sejam repostas em calendário a ser definido pela pasta em parceria com as Coordenações Regionais de Educação, Cultura e Esporte (Creces). Segundo a Seduce, não há risco dessa reposição avançar sobre as férias de julho, garantidas por lei. O direito a 30 dias corridos de férias será preservado a professores e alunos.
Devido à paralisação dos caminhoneiros no Brasil, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES) está realizando uma série de medidas para evitar interrupção de serviços de Saúde. Além de implantar um Comitê de Gerenciamento de Crise, para monitorar esse cenário e realizar a tomada de decisões estratégicas, também foi criado hoje, 29, um formulário on-line para monitorar em tempo real a situação de abastecimento de produtos hospitalares em instituições de Saúde no Estado.
Esse documento está disponível no site da SES www.saude.go.gov.br e o objetivo é identificar unidades de saúde que estejam com desabastecimento de insumos e medicamentos, promovendo o apoio logístico para viabilização das entregas dos produtos. A SES está divulgando o link para hospitais, clínicas, laboratórios e quaisquer outras unidades de saúde públicas, privadas ou filantrópicas.
Todas essas informações serão enviadas ao Comitê de Gerenciamento de Crise (do Governo do Estado de Goiás), responsável pela análise do cenário e a tomada de decisões estratégicas. Com as informações, o comitê, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e Estadual, pode realizar, por exemplo, a escolta do transporte de produtos hospitalares. Desta forma, o governo do Estado visa garantir que serviços essenciais como atendimentos em Saúde não sejam bloqueados no Estado país, em proteção do direito à vida.
Diante da incerteza sobre o desfecho do movimento grevista dos caminhoneiros e a volta à normalidade do abastecimento de combustíveis, o governador José Eliton editou decreto, no sábado (26), com o objetivo de garantir o abastecimento para o transporte de produtos e serviços públicos essenciais e identificar a repercussão da crise em todos os setores da economia.
A medida prevê, inclusive, a possibilidade de intervenção na propriedade garantindo uma reserva técnica de combustíveis nos postos, para que as forças de segurança e de saúde tenham prioridade no abastecimento e para que se possa garantir a distribuição de insumos hospitalares. "Esta é uma ação fundamental, se levarmos em conta que há pacientes que dependem de determinados tipos de insumos para garantir a continuidade de seu tratamento", comentou o governador.