A Redação
Goiânia –
“Muitos que criticam, quando estavam no governo, fecharam hospitais, ao invés de construir”, afirmou o vice-governador Zé Eliton durante inauguração nesta terça-feira (16/01) da Residência Assistencial destinada a abrigar 23 pacientes moradores do Hospital de Dermatologia Sanitária e Reabilitação Santa Marta (HDS). O governador Marconi Perillo participou do evento.
Também foi lançada a pedra fundamental do Hospital Estadual do Idoso Dr. Naby Salum, unidade que dá início à transformação do HDS em um Complexo Hospitalar para atendimento ao idoso, à saúde do homem e assistência aos casos de complicações decorrentes da hanseníase. Além disso, foi anunciada a construção do Hospital Estadual do Homem, Dr. José Luiz Bittencourt.
O vice-governador lembra que o governador Henrique Santillo, no final dos anos 1980, inaugurou 10 hospitais regionais que “gestões seguintes repassaram para prefeituras”.
O governador Marconi Perillo também reforçou o discurso de Zé Eliton e destacou que “antes os problemas eram transferidos para as prefeituras. Hoje, o Governo de Goiás transforma em solução”. Ele cita as unidades hospitalares de Jaraguá e Goiatuba, que agora serão geridos pelo estado.
Inaugurado nesta terça-feira, o Hospital de Dermatologia Sanitária e Reabilitação Santa Marta tem estrutura humanizada, com apartamentos individuais para os pacientes, área de convivência, praça para banho de sol e infraestrutura assistencial. “Vejo pacientes com olhar de esperança, sabem que serão bem tratados, com atenção especial”, diz Zé Eliton.
“Goiás hoje é referência em saúde de qualidade nas diversas unidades hospitalares”, diz Zé Eliton. “O Brasil olha para o governador Marconi Perillo, que traz frutos para Goiás”, afirma. “Nosso estado passou por uma transformação profunda, não só do ponto de vista estrutural, mas de valores, que melhoraram a autoestima dos goianos”, reforça ele.
O vice-governador também destaca a inauguração, realizada na segunda-feira, do novo prédio do Centro de Diagnóstico do Crer. “Hoje celebramos a história e também o amanhã. Olhamos para frente, com as demandas da sociedade. É justamente por isso que reafirmamos nossos compromissos com a saúde da população”, completa Eliton. Também participaram do evento os secretários Leonardo Vilela (Saúde) e Lêda Borges (Cidadã).
Estrutura
Atualmente, a Colônia abriga residentes, alguns sequelados de hanseníase, outros remanescentes de hospitais psiquiátricos, unidades desativadas também em função de modificações na política de saúde mental.
O HDS faz atendimento ambulatorial e hospitalar de média complexidade. Atende pelo SUS nas áreas de dermatologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia, infectologia, clínica médica, endocrinologia, geriatria e psiquiatria, encaminhados por outras unidades de saúde de baixa complexidade.
O hospital é referência para a Região Metropolitana de Goiânia e para todo o estado no tratamento de pacientes com complicações provocadas pela hanseníase e outras doenças dermatológicas.
Trata-se de um resgate de um compromisso assumido pelo governo do estado para com os pacientes que têm dependências físicas e emocionais decorrentes de sequelas da hanseníase e do isolamento social.
Os pacientes residentes atuais, em sua maioria, têm alto grau de dependência. Por não terem sido inseridos na sociedade, contam exclusivamente com a tutela do estado para viver. Antes da residência assistencial, os mesmos moravam em pavilhões precários, cuja área será destinada à construção do novo hospital.