A Redação
Goiânia –
O governador Marconi Perillo recebeu, na tarde desta segunda-feira (15/1), a auditora do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Arlete Mesquita, goiana e primeira mulher a ocupar o cargo no Tribunal. Eles discutiram ações de combate à violência nos estádios de futebol, de responsabilidade do STJD e da Justiça comum, com apoio dos demais poderes. Ela presenteou o governador com uma camisa oficial da Seleção Brasileira de Futebol.
“É uma honra recebê-la, pois é a primeira goiana e a primeira mulher a integrar a alta corte da Justiça Desportiva brasileira. Temos que reverenciar cada vez mais, aplaudir e torcer sempre que temos algum goiano que desponte Brasil afora, mundo afora. E ela, além de ser goiana, é mulher. E nós torcemos muito pelas mulheres. Conversamos sobre as ações do STJD, especialmente em relação às torcidas que vandalizam com espetáculos deprimentes no futebol, mas também de punição àqueles que merecem ser punidos”, afirmou Marconi.
O governador observou a necessidade de um combate rigoroso às facções que se infiltram nas torcidas organizadas, e debateu com a auditora ações que podem ser feitas próximas aos estádios, preventivas e educativas. “Por outro lado, a presença da polícia é muito importante. Em Goiás, a cada jogo nós disponibilizamos um contingente muito grande de policiais que tem como objetivo dar segurança aos torcedores que vão em busca de um espetáculo bonito, e não de briga de torcidas”, ponderou.
Arlete, que é natural de Urutaí, afirmou que o encontro reitera o compromisso do STJD de ampliar espaços juntos aos poderes. “O fim da violência nos estádios passa pela união não só dos autores do futebol, mas de todas as autoridades constituídas. Queremos ter um estádio cada dia mais com a presença das famílias, porque o futebol é paixão nacional e independe de escolaridade, situação financeira, localidade”, declarou.
Questionado pela imprensa sobre autorização para realização de reforma do Estádio Serra Dourada, ele afirmou que é prioridade encaminhar a reforma do estádio, assim como foi a de construir o Estádio Olímpico. “O governador que me antecedeu derrubou o Estádio Olímpico, e nós o construímos do zero; fizemos um belíssimo palco para espetáculos esportivos, culturais e de outras naturezas. Uma grande arena que é hoje referência”, disse. O desembargador do Tribunal de Justiça de Goiás Wellington Luís Peixoto acompanhou a reunião.