Mônica Parreira e Rafaela Bernardes
Goiânia – Apontado pela polícia como líder da facção Comando Vermelho em Goiás, o traficante Sthephan de Souza Vieira, conhecido por "BH", de 34 anos, pagou R$ 100 mil para ter fuga facilitada da Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. O detento estava foragido desde novembro do ano passado e foi recapturado no fim de semana, em Cabo Frio (RJ).
Responsável pela investigação, a delegada Myrian Vidal, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), concedeu entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (8/1) para dar detalhes sobre a prisão do traficante. Assista:
A delegada disse que está apurando a informação sobre o valor que o traficante pagou para conseguir fugir. "Estamos investigando para identificar para quem ele passou essa quantia de R$ 100 mil". BH fugiu no dia 6 de novembro com auxílio de um carro de luxo. Ele responde por diversos crimes, como homicídio, tráfico de drogas, associação criminosa, roubo e porte ilegal de arma.
De acordo com a titular da Draco, BH levava uma vida de luxo em Cabo Frio. Ele morava há cerca de um mês e meio na cobertura de um prédio, perto da praia. Tinha um carro importado, zero quilômetro, e cerca de R$ 7 mil guardado em um cofre.
A polícia também encontrou cadernos de anotações, o que indica que ele ainda tinha envolvimento com o tráfico em Goiás, mesmo morando em outro Estado. A prisão ocorreu no domingo (7/1) em uma operação coordenada pela Polícia Civil de Goiás, com apoio da polícia local.
Durante a entrevista coletiva, a delegada também falou que não há comprovação de que rebeliões ocorridas na última semana, no complexo prisional de Aparecida de Goiânia, tenham relação com BH. "Não podemos descartar a hipótese, mas até o momento não há nada confirmado", informou.
BH já foi transferido para Goiás sob forte esquema de segurança. “Ele está no Núcleo de Custódia e provavelmente, nos próximos dias, será transferido para um presídio federal”, disse Myrian. O homem nega que seja líder do Comando Vermelho e também nega ter qualquer envolvimento com as rebeliões.
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