É pouco dezembro para tanta festa. É happy hour, confraternizações e almoços que não acabam mais. E, mesmo quando não tem festa, a gente trata de chamar um amigo para um almoço mais demorado, com direito a um chopinho, dois ou três.
Parece que, em dezembro, a gente dá aquela desacelerada, coloca a vida no ponto morto e vai confraternizar por aí. Ao encontrar amigos e conhecidos na rua estão todos relaxados e com cara de confraternização. Todo mundo se amando, brindando, comendo e bebendo antes que chegue 2012 para estragar tudo.
Porque, quando 2012 chegar, se você ainda tiver a sorte de estar vivo, será o momento de tomar uma séria providência. Matricular-se na academia, talvez. Cortar carboidratos pela noite. Dependendo do estrago, até mesmo a pronúncia das palavras ‘cerveja’ e ‘happy hour’ estarão proibidas no próximo ano.
Mas nada de antecipar o sofrimento. Resoluções de ano novo, como o nome já diz, só depois da virada. Enquanto isso, benção das benções, sempre haverá dezembro. O mês em que enfiar o pé na jaca é praticamente uma obrigação.
Mês de encontrar quem a gente não vê há um tempão. Contar velhos causos. Rir das mesmas besteiras. Reunir a família e amigos. Mas, principalmente, comer e beber, sem medo do ano que se aproxima e da calça que aperta na cintura.
E ainda faltam 10 dias. Incluindo nessa conta ceia de Natal, almoço de Natal e virada do Ano. Os mais fracos implorarão por clemência antes da linha de chegada. Desistirão no meio dessa maratona gastroetílica. Abrirão mão das rabanadas. Brindarão com guaraná diet a chegada de 2012. Pedirão penico.
Os bravos, esses resistirão às tormentas, ressacas e afins. E, se tudo correr bem, ainda terão um fígado para chamar de seu quando os fogos anunciarem o primeiro dia de 2012. Dezembro é mesmo uma festa.