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As mulheres são, no mínimo, engraçadas. Dizem que querem homens
sensíveis, descolados, companheiros, bonitos e bons de cama, mas no fundo a
maioria anseia mesmo é por um bom macho reprodutor e, acima de tudo, provedor.
Queimamos soutiens, descobrimos a pílula e o sexo (livre),
mas muitas de nós continuam as mesmas mulherzinhas do começo do século passado.
Somos mais machistas que os homens e
reproduzimos comportamentos antigos por puro moralismo.
Se fulana dá para sicrano na primeira noite é galinha. Se
fulaninho não é o provedor da casa é gigolô. Se o homem abandonou o casamento e
a mulher dá a volta por cima mais rápido do que a liga da Família Goiana
considera normal, é vadia. Mas o cara que saiu de casa, esse é um partidão,
para quem todas as solteiras voltam os olhos e balançam a bunda e os cabelos.
As mulheres são as
primeiras a julgar outras mulheres e absolver os homens. Não só avalizamos a opinião
masculina como reforçamos o pensamento machista, muitas vezes com tintas de
maldade e pimenta.
Conheço mulheres bacanas e, aparentemente modernas, que
fazem sexo com seus maridos sem vontade, por acreditarem que essa é a única
maneira de segurá-los em casa e afastá-los das “vagabundas”. Vão para a cama como quem vai para o abate.
Fingindo prazer por medo de perder o seu homem.
“O que ele não tem em casa, vai procurar na rua”. Essa frase
que parece tirada de uma campanha machista do começo do século 20, na verdade é
um mantra para uma boa parcela de mulheres independentes e bem sucedidas, hoje
mesmo em pleno ano de 2011. Elas não compreendem que o sexo não foi feito para subjugar
o outro. E que deveria ser feito quando dois adultos sintam vontade e prazer
mútuos. Fazer sexo não é como escovar os dentes, um ato quase mecânico que
fazemos por obrigação. Envolve alma, cabeça, pele, coração e tesão.
Assim como grande parte das mulheres só acha que vale de
verdade quando tem ao lado um macho para chamar de seu. E com dinheiro no bolso
para pagar todas as contas, ou pelo menos, a maioria delas.
E casamos de véu e grinalda, com direito a festa de arromba
e milhares de reais gastos, para nos sentirmos princesas por um dia. E será que
essas princesas modernas estão preparadas para uma vida de verdade? Ou ainda
acham que seus príncipes são de fantasia e não de carne e osso, com defeitos e
qualidades como qualquer um?
Na vida real e privada nem tudo acontece como sonhamos.
Aquele marido bem de vida e provedor pode ficar desempregado. A empresa dele
pode quebrar. O dinheiro para as viagens para Miami pode sumir, os presentes
escassearem. O príncipe provedor pode se transformar em um sapo.
Talvez você seja o tipo de mulher que enfrenta os altos e
baixos como uma companheira de verdade. Ou talvez pule do barco para ver se
encontra um iate maior para te resgatar.
De uma maneira ou de outra, a única certeza é que você será
julgada. Por outra mulher.