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Sabe gente que vive no passado? Toca uma música e lá vem ela
falando sobre como no seu tempo as músicas eram melhores, a vida era mais
gostosa, as pessoas isso e aquilo. Como assim no seu tempo cara pálida? Se você
estiver vivinha da silva nesse momento e não a sete palmos do chão, é preciso
informar que o seu tempo é agora!
Saudosismo é uma coisa, afundar a âncora no passado é
totalmente diferente. Aliás nada mais chato do que conviver com gente cuja âncora
está no fundo do baú da memória. Conheço pessoas que se separaram há mais de uma década e não têm outro assunto senão o
ex-marido. Alguém dá uma deixa e lá vai a fulana falar do falecido, o que ele
fez, o que deixou de fazer, como ele é ordinário. Nem Papai Noel tem um saco tão
grande para aguentar essa ladainha.
Deixa o falecido em paz. Parte para outra, saia com as
amigas, beije alguém sem compromisso, faça a fila andar, entre para a terapia. Se
o passado foi bom, parabéns. Se foi ruim, melhor ainda, pois agora tudo passou.
Viva o presente, desfrute do que você tem hoje e não há vinte anos. Sentir saudades
é uma delícia, mas obsessão só te empurra para trás.
Não estou dizendo para ninguém passar uma borracha no passado,
apagar ex-relacionamentos, momentos e
amigos. Obviamente ter um passado é uma coisa boa. Afinal relembrar é viver, diz
o ditado. Olhar para trás e ver como foi a sua história e como ela te trouxe
até aqui faz parte do aprendizado, mas ficar presa no passado pode ser uma
armadilha.
Escutar as músicas dos anos 80, reunir os amigos para uma
festa temática, não perder os laços afetivos com o passado são atitudes muito
saudáveis. Mas agir e ser o mesmo da época da juventude pode ser um comportamento
bem esquisito, para não dizer patético.
Devemos olhar para trás para seguir em frente. Estamos nessa
vida para uma longa caminhada. Para aprender com os erros e com os acertos. E não
para andar de ré.