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Que a era digital facilitou muito as nossas vidas, ninguém duvida. Celulares que faltam falar, e-mail, redes sociais, notícias em tempo real. Tudo isso ao alcance de um toque. Para entretenimento ou para negócios, as facilidades estão aí para serem desfrutadas e utilizadas da melhor maneira possível.
Eu disse melhor maneira possível? Pois é aí que reside o problema. Será que utilizamos todas essas ferramentas com sabedoria ou estamos virando escravos da tecnologia?
Outro dia passei para pegar um amigo e tomar um café. Sentamos um de frente para o outro, sacamos nossos iPhones e ficamos ali absortos em seus aplicativos. Mal nos falamos. E quando nos demos conta nos questionamentos sobre esse comportamento quase bizarro.
Afinal, a tecnologia está nos aproximando de quem está longe e nos afastando de quem está perto?
Parece que sim. Em lares espalhados pelo mundo, há maridos e esposas ameaçando pedir o divórcio porque seus cônjuges não largam os seus iPhones nem para tomar banho. Uma conhecida minha acorda mais cedo só para poder usar seu gadget à vontade sem os julgamentos do amorzão.
Esse comportamento chegou a níveis doentios. Saímos para ir ao clube e postamos a foto da turma na piscina. Vamos almoçar e tá lá o retratinho do bacalhau a Gomes de Sá no Instagram, Twitter e Facebook. Viramos uns turistas japoneses sedentos por imagens e por expô-las para o mundo, mesmo nas situações mais prosaicas, como o banho do bebê, o almoço de domingo, o ovo frito e o pão com manteiga de cada dia.
Um comportamento que está nos afastando de filhos, maridos e amigos. Gente que fisicamente está ao nosso lado, querendo a nossa atenção e afeto. Mas estamos muito ocupados olhando as fotos novas no Instagram, postando um link super inteligente no Facebook, vendos as últiimas do Twitter, conversando on-line com a amiga que mora em Los Angeles.
A vida passa muito rápido e está passando cada vez mais, porque todo tempo é pouco para tudo que temos e queremos fazer. Infelizmente, as ferramentas que deveriam nos ajudar a aproveitar melhor a vida e usufruí-la com quem realmente importa têm tido efeito contrário.
Fomos seduzidos pela tecnologia e estamos perdidamente apaixonados, como amantes incapazes de viver sem o seu objeto de desejo. Só temos olhos e ouvidos para tablets, celulares e laptops. Daqui a pouco maridos, mulheres e filhos nos darão o ultimato final: ou eles ou eu!