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Alguém aí falou dezembro, luzes de Natal, Papai Noel, fim do
ano? Mas, já? Todos os
anos a gente se surpreende com a rapidez da passagem do tempo. Entra
ano, sai ano, nos pegamos falando e fazendo as mesmas coisas.
Parece um pouco com aquele filme Feitiço do tempo (Groundhog Day, 1993), em que o personagem do hilário Bill
Murray sempre acorda no mesmo dia, preso em uma cidadizinha nos cafundós dos
EUA em um inverno horroroso.
O nosso Feitiço do Tempo é o fim do ano. Tudo igual. A
gente sempre igual. Juramos que vamos dar presentes apenas para as crianças e,
um dia antes do Natal, saímos desesperados gastando os tubos e comprando
presente para Deus e todo mundo: marido, filho, pai, mãe, irmão, tios, avós, manicure,
depiladora, empregada, porteiro, lixeiro, amigos e agregados.
E vamos entrando endividados no novo ano. Aliás, uma das
promessas não era justamente cortar gastos supérfluos, zerar a dívida do cartão
de crédito, ser uma pessoa mais organizada e feliz em 2012?
Tudo por água abaixo. Até porque o cartão já estourou quando
você – embora tenha dito que não passaria
o réveillon na praia porque é sempre o olho na cara – comprou uma passagem de
última hora duas vezes o olho na cara. E para completar está pagando uma
pequena fortuna na casinha de pescador, com dois cômodos, um banheiro e muito
mosquito naquele lugarzinho incrível e sem turista no sul da Bahia. Tudo para
começar 2012 com o pé direito na areia e a conta bancária no vermelho.
Somos terríveis. E nem temos vergonha na cara. No dia 31 de
dezembro, vamos jurar mais uma vez que no próximo ano seremos mais magros, mais
saudáveis, mais responsáveis financeiramente. E lá pra março ou abril de 2012,
entraremos em uma depressão horrorosa porque continuamos gordos, cervejeiros, sedentários e tão ou mais quebrados do que no
ano anterior.
Mas enquanto março não chega, vamos celebrar e fingir que em
2012 tudo será diferente. E correr para o happy hour da firma, porque amanhã já
tem o encontro das mães na escola do filho, na sexta almoço de
confraternização das amigas de infância, sábado churrasco com o pessoal do
clube. E por aí vai, porque dezembro é mês de festa, luzes, Natal, cachaça, comida e reencontro.
E pra gente falar mais uma vez: nossa, mas esse ano voou!
É, voou mesmo.