Mônica Parreira e João Unes
Goiânia – A um ano das eleições estaduais, a movimentação nos bastidores políticos em Goiás já começa a dar sinais sobre o cenário para 2018. Anunciado pelo governador Marconi Perillo (PSDB) como o candidato da base, Zé Eliton (PSDB) vem buscando dialogar com partidos para iniciar a montagem da chapa majoritária. Sobre aliança com oposições históricas, como o caso do PMDB, ele disse considerar “desrespeitoso” propor uma aproximação.
O vice-governador visitou o jornal A Redação na manhã desta quarta-feira (4/10) e conversou com os jornalistas João Unes e Mônica Parreira sobre as perspectivas do PSDB para as eleições estaduais. Afirmou que a base está se fortalecendo, especialmente por estar firmando novas alianças. “Já fechamos, por exemplo, com o Solidariedade, que na gestão passada estava no campo da oposição. O partido já veio (para a base) e ocupa partes importantes na administração pública”, disse.
(Foto: Renato Conde/A Redação)
Sobre uma possível união com o PMDB, nos moldes do que foi ensaiado para as eleições municipais de 2016, Zé Eliton descartou a hipótese dentro do atual cenário. “Jamais buscaria estabelecer uma aproximação, com objetivo de aliança política, com partidos que já têm candidatura apresentada. Me parece que seria desrespeitoso. Nesse caso específico, o PMDB tem uma candidatura apresentada, que é do deputado federal Daniel Vilela. E no Democratas, o senador Ronaldo Caiado”, argumentou.
Formação da chapa
Zé Eliton disse estar feliz e agradecido por ser o indicado de Marconi para concorrer às eleições. Questionado sobre o candidato a vice-governador, ele informou ainda se tratar de uma incógnita. “Felizmente nossa base é formada por partidos sólidos, que estão conosco há muitos anos. E isso nos traz muitos nomes de expressão. Acho que todos são aptos a todas as vagas: de governador, vice, senador, suplente de senador, deputado”, ponderou.
“Temos, por exemplo, a senadora Lúcia Vânia (PSB), o senador Wilder Morais (PP), os deputados Thiago Peixoto (PSD), Célio Silveira (PSDB), Francisco Júnior (PSD), Heuler Cruvinel (PSD), ex-prefeito (de Senador Canedo) Vanderlan Cardoso (PSB), o deputado Jovair Arantes (PTB), que é um nome de grande representatividade, José Vitti (PSDB), a deputada Magda Moffato (PR), a secretária Raquel Teixeira (titular da Seduce). Também temos Alexandre Baldy (PODE), Flávia Morais (PDT), Vilmar Rocha (PSD/titular da Secima), Roberto Balestra (PP) e Marcos Abrão (PPS). Todos esses são qualificados para ocupar qualquer vaga na chapa majoritária”, completou.
(Foto: Renato Conde/A Redação)
Ataques
Recorrente nas corridas eleitorais, a troca de farpas costuma esquentar os bastidores e promover diversos capítulos de tensão política. Sobre isso, Zé Eliton espera encarar os possíveis ataques com “equilíbrio e sensatez”. “Jamais vou usar de um microfone para agredir ou xingar quem quer que seja. Não queremos voltar aos tempos da idade média. Não cabe ao agente político se arvorar da condição de acusador”.
O vice-governador também usou o argumento de que o comportamento do eleitor está mudando. “Me parece que sociedade não admite mais essa política raivosa, do ódio, da desconstrução, do ataque. É importante que possamos lutar para elevar o nível da política em Goiás e no Brasil. No nosso caso, apresentar o que fizemos, as ações desenvolvidas e as soluções para o amanhã”, concluiu.