Samuel Straioto
Goiânia – Ser eleito senador ou deixar a vida pública. É essa a escolha que o candidato Zacharias Calil (MDB) diz ter diante de si na votação deste domingo (4/10). Ele acompanhou o governador Daniel Vilela (MDB) e o candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) em missa em Goiânia. Médico e deputado federal em segundo mandato, Calil afirmou que não pretende tentar de novo daqui a quatro anos.
Se não for eleito, o candidato disse ter outros planos: viagens, curso no exterior, aperfeiçoamento do idioma e mais tempo com a família, em especial com os sete netos.
“Agora ou nunca”
Calil explicou que escolheu este ano para disputar o Senado por causa do tempo. “Daqui a quatro anos já estou com uma outra certa idade, talvez não daria certo. Então, é aproveitar este momento: ou eu vou ao Senado ou eu deixo a política de lado”, afirmou.
Segundo ele, a candidatura é a realização de uma vontade antiga. “Toda essa vontade que eu tinha de concorrer ao Senado, chegou o momento, e vamos lá, torcer pra dar certo”, disse. O candidato contou que acreditou na eleição majoritária desde o início e que a campanha cresceu com trabalho de rua e divulgação de sua atuação como médico e parlamentar. Para ele, os dois mandatos na Câmara dos Deputados lhe deram a “prerrogativa” de integrar uma chapa majoritária.
Ele comparou a decisão à carreira médica. “Como levei a medicina para a política, sempre tive vontade de fazer as grandes cirurgias, de chegar ao nível máximo da minha especialidade”, disse. O Senado, segundo ele, seria esse ponto. “Como diz o ditado, eu tentei, não deixei para trás aquilo que eu tinha vontade de fazer, para não me arrepender depois.”
Família, viagens e estudo
Questionado se um resultado desfavorável poderia significar aposentadoria da vida pública, Calil respondeu que tem outra perspectiva de vida. “De melhoria, de viagens, de fazer curso fora do país, aprimorar o idioma”, listou.
A família ocupa o centro desse plano. O candidato disse que a política cobra distância dos parentes e que pretende acompanhar mais o crescimento dos netos e participar das reuniões de família. “Política também não é fácil. Você deixa muito a família de lado. Deu certo, deu. Não deu, a vida continua. Você ganha ou perde a eleição, isso faz parte da vida de todo mundo.”
Mesmo no dia da votação, Calil disse já pensar na rotina da segunda-feira (5), quando tem cirurgia marcada para as 7h. Ele admitiu a expectativa pelo resultado. “A gente trabalhou durante todo esse período e vamos esperar as urnas agora. Fiz a minha parte.”
Compromissos: orçamento, fiscalização e articulação federativa
Sobre o que o eleitor poderá cobrar se ele for eleito, Calil apontou três frentes no Senado: orçamento, fiscalização e articulação federativa. “Isso é importante para melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
Ele destacou o Entorno do Distrito Federal, que conheceu em viagens pelo estado ao lado de Daniel Vilela. “Nós temos muitas dificuldades que a região do Entorno apresenta, principalmente em relação ao transporte e ao saneamento”, disse.
Calil lembrou que a Câmara aprovou o marco legal do saneamento, que tem prazo até 31 de dezembro de 2033. Segundo ele, o modelo prevê que estados e municípios maiores ajudem os menores. “Tem local em que há cidades sem água potável, em que falta água durante muito tempo na semana”, relatou. Também defendeu o transporte coletivo em massa, tema que, segundo disse, já foi discutido na Câmara.
Saúde e o novo Hospital da Mulher
Na saúde, área em que atua como médico, o candidato afirmou que pretende ajudar o governo estadual, principalmente em relação ao novo Hospital da Mulher. “Acho muito importante ter segurança, uma qualidade melhor, o melhor atendimento às mulheres que precisam tanto, principalmente em casos mais complexos”, disse.
Calil ainda resumiu: “Esse é um momento em que a gente possa melhorar, sim, principalmente a área da saúde”, relatou o candidato ao Senado em entrevista à Rádio Bandeirantes.