A Redação
Goiânia – Em resposta à decisão do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), de apoiar oficialmente a reeleição de Daniel Vilela (MDB) ao Governo de Goiás, o também candidato na disputa pelo Palácio das Esmeraldas, senador Wilder Morais (PL), usou as redes sociais nesta quinta-feira (27/8) para criticar o colega de partido. “Ele foi eleito pelo PL, com apoio irrestrito do partido e do presidente Bolsonaro. Hoje pede voto para outra sigla, para outro governo e, não duvide, vai pedir para outro presidente também”.
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No último sábado (22/8), Márcio acompanhou Daniel em evento de campanha, oficializou o apoio ao emedebista e chegou a dizer que “o lado certo tem coragem, gratidão e lealdade”. Ao justificar a decisão, o prefeito de Anápolis ressaltou a coerência de seu posicionamento e apontou Daniel como o nome para dar continuidade ao projeto em curso no Estado. “Tenho buscado ser coerente nas minhas escolhas, no meu trabalho, no meu discurso, mas também na minha história. O futuro tem nome e endereço: é Daniel Vilela governador”.
Nesta quinta-feira (27/8), em vídeo publicado em sua página do Instagram, Wilder relembrou sua história com a população anapolina e prometeu seguir comprometido com o desenvolvimento do município. “Anápolis é antiga na minha vida. Investi aqui muito antes da política. Gerei empregos. Como senador, levei milhões de emendas para a cidade. O meu compromisso com vocês segue de pé, com o prefeito ou sem o prefeito. Eu não viro as costas para vocês.”
Segundo o senador, foi exatamente essa relação de lealdade com a cidade que o fez deixar de lado uma possível reaproximação com o Republicanos. “Optei por não fazer desfeita com o prefeito de Anápolis”, argumentou Wilder.
Agora, ele acusa Márcio de ter mudado de lado. “Eu tenho certeza, isso só aconteceu porque o presidente Bolsonaro está preso injustamente, sem poder reagir. Se ele estivesse livre, essa coragem não existiria. Jamais o Bolsonaro permitiria que alguém que escolheu caminhar contra o Brasil permanecesse no PL. Certamente seria considerado um traidor”.
