Ludymila Siqueira e Théo Mariano
Goiânia – O Centro de Controle de Zoonose (CCZ) de Goiânia começou nesta segunda-feira (25/10) uma ação intensificada de vistorias nos seis cemitérios da capital. Com a proximidade do Dia de Finados, no dia 2 de novembro, a ação tem como objetivo identificar locais que possam ser criadouros do Aedes Aegypti, o mosquito responsável pela transmissão da dengue, do zika vírus e da chikungunya.
Gerente de Vetores do Zoonoses, Izaías de Araújo ressalta que, principalmente neste período chuvoso, a retirada de materiais que possam favorecer focos dos mosquitos é fundamental para a saúde. “Os agentes procuram objetos que possam acumular água, principalmente vasos e arranjos de flores que vêm embrulhados em enfeite plástico, e ainda orientar os funcionários dos cemitérios quanto a retirada desses materiais", destaca Izaías de Araújo.
De acordo com a Prefeitura de Goiânia, a vistoria reforçada teve início pelos maiores cemitérios da capital, que são o Santana e o Parque. A ação segue até terça-feira (26/10).
Goiás tem a 2ª maior taxa de incidência de dengue do Brasil em 2021
Goiás registra a segunda maior média do País de casos de dengue por 100 mil habitantes. Segundo boletim divulgado neste mês pelo Ministério da Saúde, foram notificadas no Estado, até a semana 39 deste ano, 43.206 infecções pela arbovirose – denomidada assim quando o vírus é transmitido por insetos ou aracnídeos. O número representa 599,5 casos a cada 100 mil habitantes. O único Estado à frente de Goiás é o Acre, que tem média quase três vezes maior: 1.512,2 infectados por 100 mil habitantes.
Segundo o Ministério da Saúde, até agora foram notificados no País 199 mortes por dengue. Além disso, há também o registro de 303 casos graves e 3.731 casos com sinais de alarme. Entre a semana 1 e a semana 39 deste ano, o governo federal testou 275.842 amostras para diagnóstico da dengue.
Goiás é um dos Estados com maior taxa de casos confirmados de dengue (36,8%), acima da média nacional (35,3%). As outras unidades federativas na mesma situação são: Rio Grande do Sul (54,1%), Santa Catarina (51,7%), Ceará (51,2%), Rio de Janeiro (45,4%), São Paulo (41%), Amazonas (37,7%), Paraná (37,1%) e Pará (36,8%).
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