Cleomar Almeida
Uma série de irregularidades foram identificadas, na tarde desta segunda-feira (12/9), nas bombas do posto de combustível Pison, da Rede 3, localizado na Avenida Circular, no Setor Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia. Vistoria para a Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Combustíveis constatou que o golpe consistia em suprimir 200 ml de combustível a cada 20 litros abastecidos, embora a bomba marcasse a quantidade solicitada e fosse cobrado o valor total do cliente.
O resultado inicial da vistoria foi divulgada pelo vereador Djalma Araújo, presidente da CEI, que percorreu postos da capital junto com fiscais do Procon e da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma).
No posto em questão, agentes do Inmetro identificaram problemas nos bicos de três bombas. No momento em que o frentista acionava o equipamento, eram cobrados 17 centavos antes mesmo de começar a abastecer os veículos. Por causa dessa irregularidade, o posto pode receber multa que varia de R$ 100 mil a R$1,5 milhão, segundo o Inmetro.
Os proprietários do estabelecimento também devem ser autuados por propaganda enganosa, pois anunciava que o combustível era distribuído pela empresa Petrotins, mas o serviço era realizado pela Araguaia.
Agentes da Amma não conseguiram ter acesso à licença ambiental original do posto, mas apenas a cópia do documento. O gerente e o auxiliar de supervisão, que não tiveram seus nomes divulgados, foram levados para a Delegacia do Consumidor (Decom), onde devem ser ouvidos. Eles também devem prestar depoimentos, nesta semana, em uma sessão da CEI, na Câmara Municipal de Goiânia.