Catherine Moraes
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alerta a população de Goiânia para um possível surto de larva Migrans cutanea – popularmente chamada de “bicho geográfico” – na capital. Os casos foram denunciados por um médico que acionou a secretaria contando sobre os registros da doença contraída em um praça do Setor Oeste. A areia da praça, que estava contaminada, foi trocada e a secretaria vai distribuir panfletos no local para realizar uma campanha educativa.
A larva é uma zoonose provocada por parasita intestinal de cães e gatos. Elas penetram na pele humana e podem provocar inchaço e reações inflamatórias. Além disso, a intensa coceira causa falta de sono, nervosismo e irritabilidade. A nomenclatura “bicho geográfico” surgiu devido à perfuração e migração do bicho na pele do homem, formando um rastro vermelho visível semelhante a um mapa.
Os parasitas ficam alojados no intestino dos animais que eliminam ovos quando defecam. Em cerca de 24 horas, esses ovos se transformam em larvas e, depois de uma semana em contato com o solo, essas larvas se tornam infectantes para o ser humano. Geralmente a larva é encontrada em tanques de areia, parques ou praia, mas podem sobreviver em qualquer lugar que seja úmido e quente.
Normalmente, a doença se manifesta em crianças que entram em contato com a larva ao brincar em gramados, tanques de areia, ou praias. Em casos simples, o tratameto é realizado com uso frequente de pomada específica durante aproximadamente duas semanas. Em casos mais graves, os medicamentos são ingeridos via oral pelo paciente.
Prevenção
De acordo com o diretor do departamento de Vigilância Sanitária do município, a campanha será feita principalmente com orientação aos donos de animais, sobre fezes em locais públicos. “É preciso que cada um recolha as fezes do seu bicho de estimação como forma de evitar novos contágios”, completa. Outra medida importante é levar os animais com frequência ao veterinário para receberem vermífugo.