Goiânia – O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) anunciou nesta quarta-feira (1º/7), que Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, será o vice em sua chapa ao Palácio do Planalto. O comunicado foi feito em coletiva dos dois realizada em Brasília. Na ocasião, o goiano reforçou o peso da decisão. “Não se governa sozinho e vice-presidente não é só para tirar foto. É para governar junto. Kassab tem experiência, capacidade de articulação e coragem para estar ao nosso lado nessa missão. Vamos chegar ao segundo turno, juntar as forças do país e devolver o Brasil aos brasileiros de bem, disse.
Kassab aproveitou para frisar que o PSD, em cada Estado, “está se preparando para ter uma posição de antagonismo com tudo o que acontece na política brasileira” e afirmou que o poder hoje “está podre”, com “poderes contaminados com ineficiência e isso acaba abalando a confiança da sociedade brasileira”.
Já Caiado reforçou que sua campanha “não tem volta” e afirmou que, se chegar ao segundo turno, tem os votos independentes e, por isso, conseguiria ganhar de Lula. “Se Flávio (Bolsonaro) chegar ao segundo turno, sabemos que é tudo o que o Lula quer”, disse.
O pré-candidato à Presidência também afirmou que não vê problemas no fato de os dois serem do mesmo partido. “Você tem que ter uma chapa pensando exatamente na governabilidade”, afirmou, completando: “Outros partidos, você tem toda condição de sentar e conversar, não tem dificuldades de conversar.”
O nome do ex-prefeito de São Paulo já vinha sendo ventilado desde maio, ocasião em que Kassab se disse “à disposição”, caso fosse essa a escolha de Caiado.
Caiado chegou a conversar com Romeu Zema (Novo), que também é pré-candidato, mas não houve nenhum avanço para uma união das duas candidaturas. Atualmente, o PSD não tem alianças para a candidatura de Caiado.
Pesquisas
O ex-governador de Goiás aparece empatado tecnicamente com Zema e também Renan Santos (Missão) na maioria dos levantamentos, distante de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois primeiros colocados.
Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 1, mostra Ronaldo Caiado em quarto lugar na corrida presidencial, com 2,9%, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (46,3%), Flávio Bolsonaro (36,6%) e Renan Santos (7,8%). Romeu Zema registra 2%.
A pesquisa Atlas/Bloomberg entrevistou 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos e o índice de confiabilidade é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.
Caiado exalta articulação de Kassab
Em seu discurso, Caiado destacou a capacidade de articulação de Kassab.“Todos reconhecem, todos no Brasil, a sua capacidade de articular, a sua capacidade de poder construir, de dialogar, de trazer aquilo que é impossível na política, você consegue conciliar”, afirmou o goiano.
Kassab é fundador e presidente nacional do PSD desde 2011 e comanda uma das maiores estruturas partidárias do País, a legenda com o maior número de prefeitos filiados.
Além disso, foi ministro das Cidades no governo Dilma Rousseff (PT), entre 2015 e 2016, e ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações na gestão Michel Temer (MDB), de 2016 a 2019.
Ele assumiu a Prefeitura de São Paulo em 2006, após a renúncia de José Serra (PSDB) para disputar o governo do Estado, e foi reeleito em 2008, tornando-se o primeiro prefeito da capital paulista a conquistar dois mandatos consecutivos.
Em 2023, assumiu a Secretaria de Governo e Relações Institucionais na gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), a quem apoiou nas eleições de 2022 e para quem indicou o vice. Desde então, passou a articular sua indicação para compor a chapa de reeleição do governador. Tarcísio, porém, decidiu manter Felício Ramuth, que deixou o PSD e se filiou ao MDB para permanecer no posto.
Após o esvaziamento da articulação e uma sequência de atritos com aliados, Kassab deixou a secretaria em março. (Com informações da Agência Estado)
