O que é normal para você? É ser saudável, ter carro, dinheiro, emprego bom? É ter uma família feliz (daquelas dignas de comercial de margarina – ainda não sei por que falam isso)? Saiba que o que é normal para você pode ser anormal para o outro. Ah, e o contrário também acontece.
Quando você cria parâmetros de normalidade acaba se limitando a um mundo que você acredita ser o melhor, mais lógico, mais "normal". Isso é comum ao ser humano. Nós tendemos a nos apegar aquilo que mais nos identificamos. Mas pensa comigo, isso não te aprisiona? Não te limita? Não te torna escravo das suas ideologias?
Claro que precisamos ter um rumo na vida para seguir, mas ter a chamada síndrome de Gabriela (eu nasci assim, eu cresci assim e vou morrer assim) pode fazer com que sua vida seja muito limitada, que seus horizontes sejam cheios de obstáculos que impedem você de crescer e evoluir.
Ao longo da caminhada da vida problemas surgirão e você terá que resolvê-los. De uma forma ou de outra o que cair na sua mão terá que ser solucionado. Nessa vida a gente não perde nada, pelo contrário, aprendemos muito. Tem uma frase que diz que "quando erramos, adquirimos aprendizado. Quando corrigimos um erro, adquirimos conhecimento, e quando ajudamos alguém a corrigir um erro, demonstramos sabedoria". Bonito isso né. E esta, na minha humilde opinião, é bem assim mesmo que a vida funciona.
Ninguém faz nada sozinho. A vida só é boa porque conseguimos evoluir. Pense em você hoje. Imagino que deva ser bem diferente da pessoa que era há dez, vinte, trinta, cinquenta anos. A gente vai melhorando, se aperfeiçoando, só assim a vida é possível. Tenha mente aberta pra o novo, para o desconhecido.
Não feche esse coração, e principalmente esse cérebro, para o que não conhece. Veja o mundo além do muro, da cerca. Não crie pré-conceitos sobre nada. Descubra, entenda, compreenda, e só depois tenha uma conclusão, mas deixe essa conclusão em aberto. Afinal, tudo pode mudar num piscar de olhos.

Fabrício Santana é jornalista com especialização em Comunicação e Multimídia pela PUC Goiás