Kamylla Rodrigues
Goiânia – O novo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, disse, após a posse da nova diretoria da instituição, na noite dessa quarta-feira (20/12), que vai tirar a faca das mãos do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. A afirmação é uma resposta à declaração feita pelo economista que determinou à sua equipe a meta de cortar pela metade os recursos que são repassados ao Sistema S, que inclui entidades como Sesi, Sesc e Senac, comandadas pelas confederações empresariais do País.
"Vamos tirar a faca das mãos dele. Cortar 50% representa botar 4 milhões de alunos na rua. Representa mais de 3 milhões de matrículas em cursos profissionalizantes que deixam de ser feitas e 180 mil professores desempregados. O sistema S é o sistema que mais treina no País. As indústrias não terão a sua mão de obra qualificada. Ou seja, é um retrocesso e um pensamento de quem não conhece o sistema. Nós vamos mostrar isso para ele", afirmou Mabel.
Pedro Alves, que deixou a presidência da Fieg nesta quarta, lembrou que os recursos aplicados no sistema são privados. "Esse dinheiro não é público. Sai do bolso do empresário. No final do mês, pegamos 1% da folha de pagamento e destinamos para o Senai e 1,5% para o Sesi. Mas isso sai do bolso da empresa. É um investimento em prol dos trabalhadores. O Brasil precisa de qualificação", completou.
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