Adriana Marinelli, Gabriela Louredo e João Unes
Goiânia – A secretária de Comunicação do Estado de Goiás, Valéria Torres, afirma ser adepta de uma política de comunicação pública pautada nos conceitos de cidadania e educação. Segundo ela, a orientação do governador Ronaldo Caiado é direcionar a verba publicitária para a veiculação de campanhas de mídia de utilidade pública. Acompanhada de seu chefe de gabinete, Rafhael
Sant'Ana Borges, Valéria fez uma visita de cortesia nesta quarta (15) ao jornal A Redação e concedeu entrevista exclusiva à equipe.
As campanhas mais recentes são a campanha Maio Amarelo, do Detran Goiás, voltada à prevenção de acidentes de trânsito, e a campanha de vacinação contra a Influenza, da Secretaria Estadual de Saúde (SES). A determinação de corte de pelo menos 20% nos gastos, repassada por Caiado logo no início da gestão a seus auxiliares, também foi atendida na comunicação. Na verdade, Valéria passou uma 'tesoura' de 80% nos contratos.
"A gente reduziu bastante, mais de 80%. A prioridade é pagar salário. A situação financeira fiscal de Goiás é muito grave. O déficit orçamentário previsto para este ano é de R$ 6 bilhões. E aí nesse cenário, obviamente a gente tem que gastar muito parcimoniosamente, priorizando as campanhas de utilidade pública, como segurança no trânsito e influenza. A gente está fazendo aquilo que é obrigação do Poder Público", comenta.

Partiu dela a ideia de não utilizar a fotografia oficial do governador nos gabinetes dos órgãos públicos do Governo de Goiás, com o intuito de adotar uma comunicação não personalista. Ela conta que a sugestão foi "muito bem recebida" pelo governador.
"De fato, eu dei essa sugestão e ele imediatamente amou a ideia. A intenção dele é, de fato, fazer uma gestão mais profissional, mais técnica, republicana. O entendimento é fazer o máximo possível que esteja alinhado com a democracia, e a impessoalidade é uma delas. Esse não é um caminho fácil de ser percorrido porque a cultura política nacional é personalista. A ideia de não ter a foto dele é fortalecer a linha de que a gente tem que promover a mudança de cultura, de paradigma, do ponto de vista do conceito de política, de cidadania", destaca.

(Foto: Letícia Coqueiro/A Redação)