A Redação
Goiânia – Rhafael Souza Oliveira, 24, era um jovem ativo e saiu de casa no dia 27 de março deste ano para auxiliar seu pai no serviço rural, como fazia todos os dias. Mas, de forma inesperada, se envolveu em um grave acidente automobilístico na cidade de Campinápolis, interior do Mato Grosso, a 600 quilômetros de Cuiabá. Ficou em estado gravíssimo. A família, então, fretou um avião particular e veio para Goiânia, sabendo que obteria assistência técnica moderna e especializada. E, no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), referência em traumas e politraumatismos, encontrou o suporte necessário para a recuperação do paciente.
Admitido no Hugo em estado gravíssimo, Rhafael estava sedado e intubado. Apresentava quadro de politraumatismo ósseo; traumatismo cranioencefálico (TCE) grave; trauma abdominal; lesão hepática, intestinal e vascular na perna direita. Foi submetido a duas cirurgias e desenvolveu insuficiência renal. Desde sua entrada no hospital, ficou quase 60 dias sob os cuidados da equipe multidisciplinar da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) 2 do Hugo, a quem a mãe Cleuza de Souza Neto de Oliveira só consegue agradecer.
Cleuza de Souza e médico Alexandre Amaral 1 (Foto: Monique Arruda)
“Eu não consigo descrever a gratidão que tenho por esse hospital. Todos aqui nos acolheram de braços abertos. Os médicos conversam comigo olhando nos meus olhos. A psicologia oferece suporte para o Rhafael e para mim neste momento tão difícil. E eu ainda brinco com meu filho, dizendo que os dentes dele nunca estiveram tão branquinhos quanto agora. Isso é cuidado com o ser humano e eu fico aliviada de acompanhar isso diariamente”, emociona-se Cleuza.
A atenção para com o paciente e sua família também é pode ser constatada na tomada de decisões médicas, como conta a irmã do paciente, Rogéria Souza de Oliveira. “Meu irmão teve de amputar parte da perna direita, mas isso seria melhor para ele se recuperar logo. E, até nesse momento angustiante, um cirurgião vascular, que estudou anos para atuar na profissão, quis me ouvir. Ele conversou comigo antes do procedimento. Foi muito delicado da parte dele me avisar o que seria feito e não, simplesmente, operar e só nos contar no dia seguinte, quando viéssemos visitar meu irmão”, relata Rogéria.
(Foto: Cleverlan Vale)
Hoje, depois de mais de dois meses de internação, Rhafael está em um leito de enfermaria, orientado, consciente e com saudade de casa. Como ainda se alimenta por sonda, não pode realizar um simples e suculento desejo: comer arroz. A vontade, contudo, já foi repassada à nutricionista, que junto com a equipe de fonoaudiologia estão realizando avaliações físicas para evoluir a dieta do paciente e, então, poder se deliciar com o apetitoso prato de arroz. Desejos tão simples que, na rotina apressada do dia a dia passam despercebidos, ganham um requinte especial quando se está internado em um hospital.
Em conversa com Alexandre Amaral, coordenador médico da UTI em que Rhafael ficou internado, Cleuza disse que queria encontrar alguma forma de o agradecer por tudo que fez para seu filho. Ele, contudo, pediu para que continuasse rezando para os que precisam, assim como fez para seu filho. “Primeiro foi a vontade de Deus, depois suas orações, só então que entrou o nosso trabalho. Peça por aqueles que precisam de cuidado e para aqueles que cuidam. É assim que você nos agradece”, pediu o médico.
Equipe multiprofissional
Antes mesmo da inauguração da mais moderna UTI do Estado, no último dia 26 de abril, o atendimento das salas de terapia intensiva do Hugo já eram referência em assistência. Isso porque os pacientes contam com equipe médica capacitada – todas chefiadas por especialistas titulados pela Associação Brasileira de Medicina Intensiva (Amib). Além disso, a equipe multidisciplinar da unidade atua de forma intensiva, com atendimentos de odontologia, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia e nutrição, além da equipe de enfermagem.
Mais que uma simples rotina de procedimentos, remédios e curativos, os pacientes da unidade recebem uma assistência diferenciada. No Hugo, internos de UTIs contam com o ágil trabalho da odontologia, por exemplo. Em 2015, a equipe fez 9.705 atendimentos somente neste setor do hospital. Pioneiro no Estado, desde 2009 o Hugo conta com esse modelo ativo de assistência odontológica.