A Redação
Goiânia –
O papel e a atuação das entidades médicas do estado de Goiás foram discutidos em abril durante uma plenária temática promovida pelo Conselho Regional de Medicina do estado de Goiás (Cremego), que reuniu representantes do Conselho e contou com a presença de presidentes e representantes de várias entidades como o Sindicato dos Médicos no estado de Goiás (Simego), a Academia Goiana de Medicina, a Associação Médica de Goiás (AMG), a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do estado de Goiás (Ahpaceg) e a Unimed Goiânia. O evento foi aberto a toda classe médica.
Representando a Cooperativa, estiveram presentes o presidente, Breno de Faria, e o diretor-médico, Adriano Auad.
A reunião foi aberta pelo presidente do Cremego, Leonardo Mariano Reis. Ele fez uma análise de conjuntura, apontando mudanças no cenário político brasileiro responsáveis pelo fortalecimento de algumas entidades e pelo enfraquecimento de outras e destacou a necessidade das entidades cumprirem suas funções de forma mais aprimorada. “Há uma unificação de pensamento das entidades médicas e um interesse mútuo para que todas se fortaleçam”, disse, destacando que por ser uma autarquia federal, o Cremego segue a legislação que orienta a administração pública. “O nosso objetivo maior é defender a medicina e, por isso, não podemos assumir demandas que não são de nossa atribuição, como o papel sindical”, completou.
O diretor de Comunicação do Simego, Rafael Cardoso Martinez, esclareceu que um dos papéis principais da entidade é defender os interesses individuais e coletivos da categoria médica, incluindo as situações em que é preciso acionar a Justiça. O representante destacou ainda que houve uma queda drástica no número de profissionais que contribuem com a mensalidade sindical, e que as entidades devem se unir para conscientização dos profissionais sobre a importância do sindicato que representa os profissionais e luta pela melhoria das condições de trabalho e remuneração da categoria.
O papel da Associação Médica de Goiás (AMG) foi destacado pelo presidente, José Umberto Vaz de Siqueira. A emissão das titulações de especialidades em Goiás, todas elas validadas pela Associação Médica Brasileira (AMB), faz parte de suas atribuições, assim como a ampla defesa da categoria e a oferta de espaços de convivência e lazer para os profissionais.
Por sua vez, o presidente da Unimed Goiânia, Breno de Faria, destacou as funções da Cooperativa e citou que seu principal papel é proporcionar uma assistência integral de qualidade à saúde de seus beneficiários e garantir a geração de trabalho com melhor remuneração aos cooperados.
“Somos uma Cooperativa e seguimos os princípios do cooperativismo. Estamos aqui em prol da união da classe médica, buscando fortalecer um dos sete princípios cooperativistas, que é o interesse pela comunidade”, destacou o presidente.
O conselheiro e diretor-médico da Unimed Goiânia, Adriano Auad, também fez uso da palavra para reforçar o papel das entidades e a importância de sua união como fator de fortalecimento da atuação na sociedade. “Acredito que se todas as entidades forem fortes, todos ganham. A união entre elas é fundamental para o exercício digno da medicina e a defesa dos direitos dos profissionais”, afirmou.
E Nilzio Antônio da Silva, presidente da Academia Goiana de Medicina, relembrou a trajetória da instituição desde 1988, destacando seu papel importante de contribuir para o progresso da medicina em Goiás. “Completamos 30 anos e, neste período, buscamos promover atividades científicas e culturais, além de conservar a memória da medicina em nosso estado”, falou.
Presidente da Ahpaceg, Haikal Helou citou o grande número de médicos no corpo clínico dos hospitais associados e enfatizou ser fundamental que cada entidade representativa cumpra seu papel em relação à classe médica.
Ao fim do debate, o presidente do Cremego anunciou que as entidades, a partir de agora, terão sempre uma agenda conjunta.