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União de estudantes permanece em ocupação no Setor Sul

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22.08.2011 - 23:08:02


Cleomar Almeida

Apesar de vencer, nesta terça-feira (23/8), o prazo estabelecido pela Justiça para os integrantes da União Goiana dos Estudantes Secundaristas (Uges) desocuparem uma casa na Rua 82, no Setor Sul,  a entidade estudantil desconsidera o ultimato.  Por causa da resistência, a sede  deve continuar em funcionamento no local, próximo à Praça Cívica.

Presidente da Uges, o estudante Diego Alves, 23 anos, disse que não vai desocupar a casa, de três andares, contrariando um mandato de despejo, expedido,  em 4 de agosto, pelo juiz Fabiano de Aragão Fernandes. O estudante reconhece o risco de confronto, já que há possibilidade de equipes de polícia serem enviadas ao local, para que haja cumprimento da determinação do magistrado. “Não queremos briga, precisamos dialogar com o dono do imóvel e fazer um acordo. Não podemos ficar na rua”, alegou o estudante.

De acordo com Alves, o imóvel foi ocupado há cerca de sete meses, por falta de espaço, na região central da cidade, para a Uges promover debates, eventos cultural e palestras. " A casa estava abandonada e era ponto de tráfico de drogas. Estamos há mais de um ano reivindicando do poder público uma sede para os estudantes de Goiás”, disse ele.

Segundo o presidente da entidade, os estudantes realizarão, nesta terça-feira (23/8), no imóvel, oficinas de grafite, teatro e percussão de reciclagem.  A biblioteca do local também deve funcionar normalmente.

Memória

A antiga sede da Uges funcionava, no final dos anos 50, em um local chamado de Castelinho, no Lago das Rosas, Setor Oeste. Neste extinto ponto de encontro de estudantes, havia restaurante, dormitório, biblioteca e sala para reuniões. Todavia, há relatos de que o espaço foi depredado com o tempo, após ser tomado, em 1964,  pela Ditadura Militar.

De acordo com o presidente da entidade, o imóvel foi revitalizado, mas, hoje, não suporta as demandas dos estudantes. Por este motivo, acrescentou, os integrantes da Uges ocuparam a casa por ter localização estratégica, próxima aos principais colégios da Capital.

Bandeiras

Segundo Alves, a Uges pretende fortalecer um movimento que visa à melhoria da educação pública, com investimentos de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e de 50% do fundo social do pré-sal, no setor . Ele disse que a entidade também reivindica aumento do salário dos professores, além de ser contra abusos da polícia sobre a juventude.

A reportagem do jornal A Redação não conseguiu contato com os proprietários do imóvel ocupado.

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por Redacao Jornal

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