A Redação
Goiânia – Desde o anúncio, por parte da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), de que o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) seria retirado da Alameda Botafogo, no Setor Central, e instalado na Rua Francisca Costa Cunha Tita, no Setor Aeroporto, os moradores da região vêm se organizando na tentativa de impedir a mudança.
A justificativa é de que a transferência poderá gerar o aumento da insegurança, principalmente entre os moradores da Associação dos Idosos do Brasil (AIB), que está localizada ao lado do novo endereço do Centro Pop e que atualmente abriga 150 pessoas com mais de 70 anos. Na mesma rua, está também a Casa de Apoio Dona Regina Pimenta Peixoto Moura, que oferece acolhimento e hospedagem provisória para goianos do interior que vêm à capital buscar atendimento médico.
A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) vem acompanhando o processo de perto, o que não impediu que os moradores do Setor Aeroporto organizassem uma manifestação. A passeata está marcada para às 14h desta sexta-feira (5/12) e terá como objetivo demonstrar a preocupação da comunidade local diante da instalação de “um equipamento de grande fluxo e alta complexidade social como o Centro Pop ao lado imediato de uma instituição dedicada exclusivamente aos cuidados de idosos, representando um risco social, psicológico e urbanístico sem precedentes para o grupo”.
Em nota, os organizadores do manifesto esclarecem que “o setor Aeroporto é um bairro de memória sensível, tradicional e formado majoritariamente por idosos”. Segundo o texto, o local “carrega os impactos históricos do desastre do césio e sempre se definiu como uma comunidade tranquila, residencial e de convivência pacífica.”
Ainda de acordo com o grupo, a crítica não é em relação ao Centro Pop em si, mas à “escolha inadequada do local, que fere diretamente o bem-estar dos idosos e de toda a população residente.”
