Logo

Tragédia anunciada

09.07.2014 - 11:22:06
WhatsAppFacebookLinkedInX

Goiânia – A derrota – digo, humilhação – do Brasil na terça-feira (8/7) foi, como o viaduto que caiu em Belo Horizonte, uma tragédia anunciada. Ao contrário do último, que quase não teve repercussão na sociedade, já que o anúncio publicitário ambulante Neymar havia se machucado, o 7×1 vai ficar para a história.
 
Infelizmente, o resultado do jogo será lembrado mais do que os gastos astronômicos e a corrupção na organização da "Copa das Copas". 
 
Enquanto a mal preparada seleção brasileira ainda sobrevivia no torneio, a sociedade se apegava às festas e aos pontos facultativos, embriagada pela falaciosa esperança de vitória, pelo menos nos gramados.
 
Não entendo muito de futebol, mas não é preciso ser um expert para saber que levar sete gols, numa semi-final de Copa do Mundo, é atestado de incompetência. Felipão assumiu a culpa, mas não é só dele. 
 
A culpa deve ser divida com todos nós, brasileiros. E, não há como fugir, o governo merece sua fatia desse amargo bolo. 
 
O PT vendeu, a todo instante, a ideia de "país-sede-campeão". O preparo do Brasil para o evento foi desastroso. Obras inacabadas, superfaturadas e feitas às coxas. 50% do que foi prometido não foi entregue. 
 
Mas, mesmo assim, Dilma, Lula e a turma de trapalhões continuaram a perpetuar a ideia de que o problema é a oposição, a mídia, que só critica. Está tudo bem, está tudo ótimo. O país vai bem, a Copa deu certo, os turistas foram bem recebidos, o Brasil foi elogiado.  
 
O Brasil é hexa! O brasileiro vestiu a camisa da vitória iminente, de país campeão e da falsa superioridade. E, como diz o ditado, quanto mais alto, maior o tombo. 
 
Segundo o discurso dos defensores, o brasileiro finalmente deixou o "sentimento vira-lata" e assumiu toda sua pujança. Pena que, quando o teto é de vidro, não adianta ladrar. 
 
Late como um rottweiler, mas não passa de um pinscherzinho. Fala em PIBão, mas não chega nem a um PIBinho. Divulga cinco estrelas, mas oferece beira de estrada. Fala-se em superioridade, vivendo na mediocridade.
 
Já fui chamado de terrorista, de pessimista, de antipatriota e de outras asneiras sórdidas mais. Só que a verdade está aí para quem quiser ver: o Brasil perdeu em campo e fora dele.
 
A goleada serviu para uma coisa: a seleção brasileira entendeu que a culpa não estava nos outros times e, sim, nela mesma. 
 
O governo do PT precisa de um 7×1 nas urnas para perceber, de uma vez por todas, que o problema não está nos outros, está nele mesmo. O partido, que se apoderou do País, manipula informações, mascara dados e embriaga o povo com "Copas do Mundo".
 
No entanto, uma hora não vai dar mais para esconder tanto desleixo e incompetência. E, quando este momento chegar, a ressaca vai ser brava e a dura realidade vai ser difícil de enfrentar. Como esta quarta-feira. 

*Alexandre Parrode é jornalista.

 
compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Alexandre Parrode

*Jornalista

Postagens Relacionadas
Ricardo Menegatto
17.02.2026
Prejuízos causados por eventos climáticos: quais são os direitos do consumidor?

Os alertas da Defesa Civil sobre tempestades severas tornaram-se parte da rotina de moradores de São Paulo e de diversas capitais brasileiras. Com eles, cresce também a apreensão quanto à possibilidade de quedas de energia elétrica e aos prejuízos que podem atingir residências, comércios e até a saúde de pessoas que dependem de equipamentos essenciais. […]

Carla Conti
14.02.2026
Educar com consciência planetária é um compromisso com a vida

A universidade é, historicamente, a casa do conhecimento. É nela que se formam profissionais de todas as áreas e onde se outorgam diplomas que autorizam a atuação no mundo. Mas esse gesto formal carrega uma responsabilidade que vai muito além da formação técnico-científica. Em um cenário marcado por crises ambientais, desigualdades sociais persistentes e pelo […]

Anna Carolina Cruz
13.02.2026
O tempo que não temos

Há dias em que a alma pede silêncio. Não o silêncio da ausência de barulho, mas o silêncio da consciência que desperta. Tenho pensado muito na forma como estamos vivendo. Corremos como se houvesse um incêndio permanente, como se cada mensagem ou e-mail não respondido fosse o fim do mundo, como se cada prazo fosse […]

Bruno D´Abadia
12.02.2026
Gestão de dados fortalece operadoras de saúde

O setor de saúde suplementar vive uma transição decisiva. Transparência, integridade da informação e precisão técnica deixaram de ser apenas exigências regulatórias e passaram a influenciar diretamente a sustentabilidade e a credibilidade das operadoras. Em um ambiente cada vez mais monitorado, dados corretos não são apenas números enviados à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). […]

Ralph Rangel
12.02.2026
O Homo Instagramabilis: O crepúsculo da inteligência

Houve um tempo em que o ser humano era definido pela sua capacidade de busca: a busca pelo abrigo, pelo fogo, pela forma de armazenar o alimento, pela verdade, pelo conhecimento profundo, enfim, éramos buscadores. Hoje, essa trajetória evolutiva parece ter sofrido um curto-circuito. Estamos testemunhando a ascensão de um novo tipo de pária social: […]

Luciana Brites
11.02.2026
Por que as crianças estão perdendo habilidades motoras na era digital?

O aumento do uso de tablets e celulares reduz o tempo de brincadeiras físicas, prejudicando o desenvolvimento motor e cognitivo. Por este motivo, temos notado que muitas crianças estão perdendo habilidades motoras. As atividades para coordenação motora são essenciais para desenvolver a integração de movimentos e a precisão no controle muscular. A coordenação motora global […]

Mardonio Pereira da Silva
10.02.2026
Quando o ódio invade a sala de aula: violência, feminicídio e a negação do Direito em um Estado Democrático

A morte brutal da Professora de Direito e policial civil, Juliana Santiago, assassinada dentro da sala de aula por um aluno do 5º período, não é apenas um crime hediondo: é um ataque frontal ao Estado Democrático de Direito. A barbárie ocorrida no ambiente universitário rompe todas as fronteiras do aceitável e impõe uma reflexão […]

Renato Gomes
10.02.2026
A qualidade da saúde começa na gestão

Durante muitos anos, quando se falava em qualidade na saúde, o debate quase sempre se concentrava no ato assistencial. O olhar estava voltado para o médico, o hospital, a tecnologia, os equipamentos. Tudo isso é, sem dúvida, essencial. Mas, após mais de 25 anos de atuação em gestão, consultoria e educação em saúde, cheguei a […]