A Redação
Os trabalhadores dos Correios em greve realizam a partir das 15h30 de hoje (23/9) uma passeata para chamar a atenção para o movimento. A mobilização acontece em todo o país e, em Goiânia, cerca de 300 funcionários em greve devem seguir da Praça Cívica para a Avenida Araguaia, Rua 2 e Avenida Tocantins. O movimento de trabalhadores será acompanhado pela Agência Municipal de Trânsito (AMT), mas não há informações se o tráfego será impedido para a passagem dos manifestantes.
Os trabalhadores completam hoje dez dias de greve. Em Goiás, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Estado de Goiás (Sintect-GO) mais de 50% dos cerca de 2700 trabalhadores, em sua maioria da área operacional, estão de braços cruzados. A administração dos Correios, no entanto, afirma que 14% dos trabalhadores estão em greve no estado.
Ainda segundo a empresa, cerca de 35% das 800 mil correspondências recebidas diariamente pelos Correios em Goiás deixaram de ser entregues. Para amenizar os efeitos da greve, cerca de 250 funcionários da área administrativa e comercial que não aderiram ao movimento devem entregar as correspondências atrasadas em mutirão nesse fim de semana. Os serviços de Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta foram suspensos, já que funcionam com horários marcados para a entrega.
Reivindicações
Os trabalhadores aprovaram ontem (22/9) em assembleias por todo o país uma contraproposta com novas reivindicações. Segundo o diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), José Gonçalves de Almeida, a proposta que será apresentada hoje à diretoria da empresa prevê uma diminuição de R$ 400 para R$ 200 no reajuste linear que estava sendo pedido, além da redução do aumento do vale-cesta e do vale-refeição.
A categoria exige, no entanto, a contratação imediata de todos os aprovados no último concurso público dos Correios. Os trabalhadores também querem a reposição da inflação de 7,16% e o aumento do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635.
Segundo a empresa, a contraproposta que a Fentect está levando para aprovação nas assembleias é praticamente a mesma apresentada no início das negociações. O impacto dessas exigências nas contas dos Correios chega a R$ 4,3 bilhões, o que representa um aumento de 70% na folha de pagamento. (Com Agência Brasil)
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