Larissa Lessa
Trabalhadores da saúde realizaram, na manhã desta quarta-feira (26/10), uma série de protestos contra a terceirização dos hospitais públicos mantidos pelo estado, que passariam a ser administrados por organizações sociais (OS). Os servidores estiveram no Hospital Materno Infantil, Hospital Geral de Goiânia e Hospital de Urgências de Goiânia e iriam visitar o Hospital de Doenças Tropicais e o Laboratório Central. À tarde, a manifestação deve ser realizada em frente à sede do Ministério Público no Palácio Pedro Ludovico Teixeira.
“Se o Estado tem dinheiro para pagar alguém para administrar o hospital, porque não investe no quadro de profissionais? Não há gente com competência ou o Estado não dá autonomia para os funcionários?”, questiona a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde-GO), Maria de Fátima Veloso.
A Secretaria de Estado da Saúde informou em nota que a gestão por organizações sociais “é o caminho para o melhor atendimento nas unidades, oferecendo vantagens como maior agilidade na compra de materiais e insumos, alta resolutividade e investimento em qualificação de pessoal”. A Secretaria garante que, sob a gestão das OS, o atendimento continuará sendo 100% pelo Sistema Único de Saúde.
Seleção
Em Goiás três unidades são geridas por Organizações Sociais: Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo, Hospital de Urgências de Anápolis e Hospital de Urgências de Santa Helena. No dia 7 de novembro, 11 organizações apresentarão propostas para gerir o Hospital Geral de Goiânia (HGG). A Secretaria de Saúde está levantando as metas e atividades que terão que ser realizadas pelas OS nos hospitais Materno Infantil, Ernestina Lopes Jaime (Pirenópolis), Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e Hospital de Doenças Tropicais (HDT). A previsão é que o chamamento para a seleção de propostas seja divulgado em novembro.
Já a licitação para administração do Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa) foi cancelada em agosto depois que o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro apontou irregularidades na organização social Salute Sociale, que havia vencido a concorrência para gerir o hospital. A Secretaria de Saúde anunciou que está reestruturando o processo e as metas da unidade para reabrir o chamamento a partir de dezembro.
Entre os critérios avaliados para a seleção das OS estão capacidade gerencial da proponente em condições de experiência; composição e formalização das comissões obrigatórias e facultativas e a implantação de serviço de atendimento ao usuário com pesquisa de satisfação com definição o uso das informações.
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