Catherine Moraes
Após uma denúncia de estupro, dois homens foram detidos na manhã desta sexta-feira (9/12) no Jardim Novo Mundo, em Goiânia. As vítimas são duas irmãs de 2 e 5 anos que seriam abusadas sexualmente pelo padrasto, de 40 anos, e pelo tio materno, 21 anos. Os dois foram encaminhados à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Goiânia mas o exame de corpo de delito não registrou conjunção carnal e eles devem ser liberados ainda hoje. As crianças, que tem fornecido depoimentos confusos à polícia, estão à espera de uma psicóloga do Conselho Tutelar.
Pela manhã, a mãe das meninas teria saído para comprar pão e as meninas teriam ficado com o padrasto. Quando a mãe retornou, a menina de 5 anos afirmou que o padrasto a tinha obrigado a praticar sexo oral. De acordo com o policial militar que atendeu a ocorrência, o tenente Rodney Shimaduku, a menina contou ainda que houve conjunção carnal.
“A garotinha de 2 anos ainda não fala, mas a mais velha afirma que as duas eram submetidas a violência sexual inclusive com uso de objetos”, completa o tenente. A mudança de comportamento teria sido percebida pela mãe das crianças há pouco mais de três meses. Inicialmente, a garota de 5 anos teria dito à mãe que os abusos eram causados pelo tio.
Na manhã desta sexta-feira (9/12), entretanto, a criança afirmou que o padrasto era responsável pela violência. Dessa forma, a mãe acionou a Polícia Militar. Os dois, que já possuem antecedentes cirminais, foram encaminhados à DPCA e as meninas levadas ao Instituto Médico Legal (IML). Constatou-se que o padrasto possui passagens por tráfico de drogas, receptação e furto. Já o tio tem passagem por lesão corporal. Os dois negam o crime.
De acordo com Simelle Lemes, delegada adjunta da DPCA que investiga o caso, o depoimento da criança está muito confuso. “Há seis dias foi registrado um boletim de ocorrência afirmando que o tio era autor dos abusos sexuais. Hoje a menina já disse que foi o padrasto. Além disso, ela relata dizendo que o caso foi ontem, depois diz que foi hoje”, completa a delegada.
Simelle disse que as meninas devem receber acompanhamento psicológico porque estão muito confusas. Ela afirmou ainda que os abusos podem ter ocorrido, mas não exatamente como a garotinha está contando. O Conselho Tutelar foi acionado pela delegada e vai definir se as crianças irão para um abrigo ou se ficarão sob tutela da mãe.