A Redação
Goiânia – O Congresso Internacional Concílio Vaticano II: 60 anos a caminho da esperança, promovido pela PUC Goiás, CNBB e Arquidiocese de Goiânia, reunirá de 8 a 10 de dezembro três vozes de referência mundial para refletir sobre sinodalidade, liturgia e teologia moral. A edição comemorativa integra o Ano Jubilar de 2025.
A programação será aberta no dia 8 de dezembro, às 18 horas, com a Santa Missa do Jubileu de 60 anos do Concílio Vaticano II, celebrada pelo presidente da CNBB, Cardeal Dom Jaime Spengler, no Auditório Mãe da Igreja, na Cidade da Comunhão. A celebração marca liturgicamente o início do congresso e retoma o espírito conciliar que inspira toda a proposta do evento.
O congresso contará com uma programação ampla, que inclui conferências nacionais e internacionais, mesas-redondas, sessões temáticas, apresentações culturais e celebrações diárias presididas por bispos convidados. Entre os palestrantes, docentes e pesquisadores de outras instituições de ensino superior do país, como PUC São Paulo, PUC Rio Grande do Sul, PUC Paraná, UniAcademia, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) e Paulinas.
O congresso acolhe outros bispos e cardeais, que presidirão celebrações ou participarão como conferencistas e moderadores, entre eles Dom Waldemar Passini Dalbello (presidente do Regional Centro-Oeste da CNBB); cardeal Dom Paulo Cezar Costa (arcebispo de Brasília); Dom Joel Portella Amado (bispo de Petrópolis), Dom José Albuquerque (bispo de Parintins) e Dom João Justino de Medeiros Silva (arcebispo de Goiânia).
Entre os convidados de destaque, três conferencistas se sobressaem pelo alcance de suas pesquisas e pela pertinência de suas reflexões para os desafios atuais da Igreja: Dom Alexandre Palma, Dom Armando Bucciol e Maria Inês de Castro Millen.
Dom Alexandre Palma: uma visão jovem e contemporânea da Igreja sinodal
Com pouco mais de 40 anos, Dom Alexandre pertence a uma nova geração do episcopado europeu e latino, marcada pela sólida formação acadêmica, sensibilidade pastoral e capacidade de leitura crítica dos fenômenos sociais. Até ser nomeado bispo, em 2024, atuou como professor e diretor do Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião da Universidade Católica Portuguesa, onde permanece como docente. Sua trajetória é marcada por pesquisas que investigam as fronteiras entre teologia contemporânea, política, secularização e novas expressões de espiritualidade.
Dom Alexandre é referência em debates que buscam atualizar a reflexão teológica frente às demandas do mundo contemporâneo, movimento que dialoga diretamente com o espírito do Concílio Vaticano II. Enfoques possíveis de entrevistas que perpassam sua formação incluem juventudes e espiritualidade; democracia e responsabilidade social; relação entre Igreja e sociedade contemporânea; e os 60 anos do encerramento do Concílio Vaticano II no contexto do Ano Jubilar de 2025.
Ele abrirá o congresso no dia 8 de dezembro, às 20 horas, com a conferência Vaticano II: sua relevância para uma Igreja sinodal, que ocorrerá no Auditório Mãe da Igreja, na Cidade da Comunhão.
Dom Armando Bucciol: a liturgia como espaço de comunhão e participação
Italiano radicado por muitos anos no Brasil, Dom Armando Bucciol foi bispo de Livramento de Nossa Senhora (Bahia) e por dois mandatos desempenhou papel central na CNBB como bispo referencial da Dimensão de Liturgia. Com doutorado em Liturgia Pastoral pelo Instituto de Santa Justina (Pádua), é profundo conhecedor da celebração litúrgica, da formação litúrgica e dos diferentes ministérios.
Pastoralmente, destaca-se por sua simplicidade: em sua diocese, mantinha pessoalmente uma turma semanal de catequese de Crisma. Hoje reside em Roma, onde atua como diretor espiritual do Colégio Pio-Brasileiro, acompanhando padres brasileiros em formação acadêmica e espiritual.
Fortemente alinhado ao espírito do Concílio Vaticano II, Dom Bucciol defende uma liturgia que evangeliza pela beleza, pela simplicidade e pela centralidade do mistério. É fonte qualificada para discutir temas como sentido e importância da liturgia na vida eclesial; ministérios litúrgicos e participação do laicato; como cultivar uma liturgia comunitária que seja escola de fé, comunhão e serviço e temas afins.
Sua conferência será no dia 9 de dezembro, às 20 horas, no Auditório Mãe da Igreja, Cidade da Comunhão, e abordará o tema Liturgia: presença de Cristo, celebração da Igreja.
Maria Inês de Castro Millen: ética, saúde e dignidade humana sob a luz da teologia moral
Médica, doutora em Teologia e professora emérita, Maria Inês de Castro Millen é uma das vozes mais relevantes da teologia moral no Brasil. Ex-vice-presidente da Sociedade Brasileira de Teologia Moral, atuou por décadas como professora em seminários e formou gerações de presbíteros. Hoje, já aposentada, mantém ativa participação acadêmica e pastoral, sendo reconhecida pela profundidade de suas reflexões e pela sensibilidade como mulher teóloga, mãe e avó.
Sua experiência a posiciona como referência para temas que articulam saúde, ética, corpo, espiritualidade e dilemas contemporâneos, incluindo início e fim da vida, sexualidade, bioética, cuidado e sofrimento humano.
Entre as discussões que perpassam sua formação e atuação, estão, por exemplo, o papel da fé em processos de adoecimento, cura e acompanhamento espiritual; desafios da medicina moderna sob a luz da fé; transformações e novas configurações nas famílias; educação emocional e espiritual em sociedades de mudanças, entre outras.
Sua visão é marcada pela atenção aos sinais dos tempos e pelo compromisso com uma moral cristã que não condena, mas acompanha, discerne e ilumina.
Sua conferência de encerramento será no dia 10 de dezembro, às 20 horas, no Auditório Mãe da Igreja, Cidade da Comunhão, com o tema A teologia moral hoje à luz da recepção do Vaticano II.
Serviço:
Congresso Internacional Concílio Vaticano II: 60 anos a caminho da esperança
Data: 8 a 10 de dezembro de 2025
Abertura: Santa Missa do Jubileu – 8/12, às 18 horas, no Auditório Mãe da Igreja, presidida pelo Cardeal Dom Jaime Spengler
Locais do evento: Auditório Mãe da Igreja (Cidade da Comunhão): missas, abertura oficial e conferências das 20 horas; Áreas 4 e 6 da PUC Goiás e IFITEG: mesas-redondas e atividades acadêmicas
Realização: PUC Goiás, CNBB e Arquidiocese de Goiânia
