A Redação
Brasília – O presidente da República em exercício, Michel Temer, deu posse aos novos ministros que formarão seu gabinete enquanto a presidente Dilma Rousseff ficar afastada do cargo. A cerimônia foi realizada no final da tarde desta quinta-feira (12/05), no Palácio do Planalto. Entre as autoridades presentes, o governador de Goiás, Marconi Perillo, que foi até Brasília acompanhar o anúncio.
Durante pronunciamento, ele garantiu que vai manter os programas sociais. "O Bolsa-Família, o Pronatec, o Fies, o Prouni, o Minha Casa, Minha Vida, entre outros, são projetos que deram certo. Terão sua gestão premiada. Vamos acabar com o hábito no Brasil de destruir o que foi feito. Você tem que prestigiar o que deu certo, completar, aprimorá-los", disse.
Ele ressaltou que vai incentivar as parcerias público-privadas para garantir empregos. "Sabemos que o Estado não pode tudo fazer. Depende dos setores produtivos, empregadores de um lado, trabalhadores de outro. Esses dois pólos vão criar a nossa estabilidade. Vamos compartilhar com a iniciativa privada, uma conjunção de ações, entre trabalhadores e empregadores. O emprego é um bem fundamental para os brasileiros. O cidadão só terá emprego se a indústria, comércio e serviços estiverem caminhando bem", disse.
O presidente da República em exercício falou da importância da harmonia entre os poderes e da Constituição. "Cada órgão do poder tem suas tarefas. Ninguém pode interferir. A Constituição diz que os poderes são harmônicos entre si. Somos exercentes do poder. Quando há desarmonia, há desobediência inconstitucional. A partir de agora, não podemos mais falar em crise. Trabalharemos".
Lava Jato
Temer afirmou ainda que as investigações no âmbito da Lava Jato vão prosseguir. "A Lava Jato ganhou relevância e vai prosseguir. Ela não perderá força. Ela precisa de proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la", disse. O presidente em exercício afirmou ainda que vai trabalhar pela melhoria da governança pública. "Vamos fazer isso por meio dos instrumentos de controle e apuração de desvios", disse.
Romero Jucá, ministro do Planejamento
Sérgio Etchegoyen, Gabinete de Segurança Institucional
Ilan Goldfajn, Banco Central
Moreira Franco, Secretaria Especial de Investimento