A Redação
Goiânia –
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-GO) determinou que a Secretaria da Fazenda (Sefaz) revise a política de renúncia de receitas adotada no Estado, avaliando os impactos econômicos e sociais, tendo vista os valores praticados em Goiás em comparação com outros estados da Federação. A decisão está contida no Acórdão n° 5005/2017, relatado pelo conselheiro Sebastião Tejota na sessão plenária desta quarta-feira (4/10).
Tejota, que também é relator das Contas do Governador de 2017, determinou que se reduza a renúncia de receita tributária total em, no mínimo, 12,5%, especialmente em cadeias produtivas com menor risco econômico, atentando à eficiência na arrecadação e manutenção de empregos sem que isso implique em aumento de alíquotas de produtos. Também consta da decisão a necessidade de revogação, ou redução do seu alcance dos incentivos e benefícios fiscais concedidos pela Lei Complementar n° 160/2017.
O conselheiro-relator também requereu a identificação, diminuição ou extinção da renúncia de receita em setores que possuem grande volume de benefícios, nos segmentos de produtos supérfluos e artigos de luxo, bem como que se estabeleçam mecanismos de controle que restrinjam a utilização cumulativa de benefícios fiscais. E, ainda, que a Sefaz intensifique ações de fiscalização sobre os contribuintes que usufruem de incentivos ou benefícios fiscais do Estado, para evitar situações de gozo indevido dessas vantagens.
A decisão requereu que sejam adotadas medidas concretas para a obtenção do equilíbrio dos gastos com pessoal, observando os limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), abstendo-se de acrescer quaisquer encargos na folha de pessoal. Pediu ainda que a Secretaria da Fazenda observe constantemente se as empresas beneficiárias estão com situação fiscal regular. (Com informações da assessoria)