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Somos escravos produzindo escravos

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13.09.2020 - 12:50:09

E nada irriga tanto o espírito como aprender amar com o amor. A paixão controla, o amor liberta. A paixão arde em ciúmes, o amor promove quem ama. A paixão nutre a ansiedade, o amor nutre a saúde psíquica, ampliam os horizontes intelectuais, liberta o imaginário, promove a arte de se interiorizar, refina a capacidade de observar.

Quem ama com o amor, constrói janelas no subconsciente. Janelas positivas que arquivam boas experiências realçam o principio do prazer, estruturam a autoestima, cristalizam a relação de cada um consigo mesmo e com os outros em todo solo do consciente e inconsciente da nossa memória.

Agora eu te pergunto? – Com que tipo de amor você ama?

Os que são destituídos de amor perdoam pouco; mas julgam muito; são frágeis para abraçar, mas fortes para excluir; são lentos em se doar, mas velozes em dar as costas. São ótimos então para conviver com maquinas, mas péssimos para se relacionar com seres humanos. Perfeitos para o nosso tempo, que esta bordado, e exalta em excluir o Ser pensante, aquele intelectualmente  atuante.
E como seres humanos, ainda que não saibam, chamam pelo amor como o sedento que, em terra seca, procura água, mas desconhece sua fonte.

Quem não protege sua alma, seu espirito, suas emoções estão sujeito a ter paixões doentias que anulam a liberdade e cobra excessivamente, não prepara seu “eu” para ser atuante de si.

E isso o leva a ter medo de assumir sua insensatez e de reconhecer suas dificuldades, nega sua fragilidade, acaba com o verbo de negação em se assumir um “ser humano”. Pune-se quando erra, pois tem necessidade neurótica de estar sempre certo.
Temos menos períodos prolongados de prazer e tranquilidade do que de tristeza e ansiedade. Hoje, temos títulos acadêmicos fixados nas paredes, mas ja pararam para a falta títulos de maturidade no fascinante território da emoção.

Você tem vivido essa falência? Não são poucos aqueles que dão as costas para a tranquilidade por mais uma dose de atrito. Agora, somos especialistas em brigar, punir, apontar falhas. Somos escravos produzindo escravos.
 
*Pedro Scalon Netto é artista, músico e historiador

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por Pedro Scalon Netto

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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