A Redação
Goiânia – Neste 7 de abril, quando é celebrado o Dia do Jornalista, o curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás (UFG) abre as comemorações dos 60 anos de sua criação com palestra da jornalista, escritora e consultora de comunicação Olga Curado, com o tema: “O curso, a carreira e a minha vida como jornalista na luta por um trabalho ético e democrático”.
A solenidade intitulada “60 anos de formação ética e comprometida com a democracia” ocorre nesta manhã, no auditório da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), no Câmpus Samambaia, e reúne jornalistas, egressos, professores, alunos e autoridades políticas. A mesa foi composta por Sandramara Matias Chaves, reitora da UFG; Angelita Lima, professora da FIC e ex-reitora; Daniel Christino, diretor da FIC; e Solange Franco, coordenadora do curso de Jornalismo.
Foi apresentado o projeto de pesquisa, que prevê um extenso programa de realizações para os anos de 2026 e 2027. O objetivo, segundo a coordenadora do projeto e também coordenadora do curso, professora Solange Franco, é ir além de uma programação festiva, mas que alcance a representatividade e faça jus à história do curso.

Entre as ações, algumas já em andamento estão: elaboração do acervo e do repositório digital para preservar o patrimônio material e imaterial do curso; inventário dos egressos, de professores, de projetos pedagógicos e documentos; levantamentos numéricos e outros indicadores para subsidiar pesquisas e servir de referência do curso, homenagens, gravação de depoimentos que vão integrar o Memorial do Jornalismo, um acervo audiovisual de relatos dos partícipes desta história.
Também estão previstas publicações impressas e em e-book, produção de documentário, podcasts, realização de exposições fotográficas e um fórum de discussões envolvendo a comunidade externa sobre a importância desta graduação nos aspectos de formação acadêmica, profissionalização, perspectivas futuras e os desafios da profissão.
História
O curso de Jornalismo da UFG é o mais antigo de Goiás e, por mais de três décadas, foi o único a formar os profissionais que atuaram e atuam no Estado. Considerado um marco para a profissionalização da imprensa, contribuiu em grande medida para o desenvolvimento dos veículos de comunicação e um espaço de fomento aos direitos constitucionais, à plena cidadania, à liberdade de expressão e aos ideais democráticos.
A criação do curso de graduação representou o êxito de uma longa trajetória de luta empreendida com obstinação por indivíduos e entidades sociais. O sonho iniciado nos idos dos anos de 1930 pela Associação Goiana de Imprensa (AGI), encontrou mais tarde ressonância e apoio na recém-criada Universidade Federal de Goiás conseguindo finalmente êxito, justamente em um momento de extrema excepcionalidade política.

O então curso de Comunicação Social Habilitação em Jornalismo foi criado em 30 de setembro de 1966; a primeira turma só ingressaria dois anos depois, prazo em que se organizou a estrutura mínima de funcionamento, o projeto pedagógico, alguns professores e se realizou o primeiro vestibular com 30 vagas, 80 candidatos e 30 classificados. Naquela época, apenas nove fizeram matrícula e, destes, somente quatro colaram grau em 1971.
Ao longo desse tempo, o curso se consolidou como referência na graduação em Goiás e no país. Há anos conquistou e mantém a nota máxima no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e segue nos princípios da UFG, uma universidade pública e gratuita, o conceito de excelência acadêmica junto ao Ministério da Educação (MEC), e que integra a lista das 3% melhores universidades do Brasil.

Auditório da FIC (Foto: João Unes/A Redação)
Olga Curado
A principal convidada da abertura, a goiana Maria Olga Curado, é jornalista, graduada em Comunicação Social habilitação em Jornalismo pela UFG com especialização pelo World Press Institute, nos Estados Unidos. Atuou em jornalismo impresso no Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo e O Globo.
Na televisão, começou na TV Manchete de Brasília e em seguida na Globo onde foi repórter, editora regional no Rio de Janeiro, editora de política do Jornal Nacional, coordenadora de jornalismo das emissoras afiliadas, diretora de jornalismo no Rio de Janeiro e Minas Gerais e chefe do escritório em Londres.
Instrutora de Aikidô, Yodan, Faixa Preta de quarto grau. Fundou e dirige a Curado Comunicação realizando consultoria e preparação de comunicação interpessoal de líderes corporativos e políticos. Escritora, possui 21 livros publicados na área da comunicação, história, infantil, poesias e sobre relacionamentos.
