A Redação
Goiânia – O deputado federal Thiago Peixoto liderou a primeira edição do plano Diálogos com Goiás. Ele e colegas do PSD, como Vilmar Rocha (presidente da legenda), Heuler Cruvinel e Francisco Júnior receberam representantes da Cultura goiana. O encontro contou com a presença de nomes da literatura, música, grafite, cartum, teatro, cinema e outros ramos das atividades culturais.
A ideia do projeto é estabelecer um contato direto com a sociedade e construir um plano para o futuro de Goiás. Thiago defende a criação de um ciclo de diálogos temáticos, setoriais e regionais. Além do debate das áreas básicas (como educação, saúde, segurança, desenvolvimento e infraestrutura), ele explica que é necessário discutir temas contemporâneos que estão fora do radar da política tradicional, como economia digital, por exemplo.
Para ele, o Brasil passa por um processo de distanciamento entre a sociedade e a política. “Por um lado, é preciso fazer uma mea-culpa, pois os políticos, de fato, não têm contribuído para minar tal insatisfação. Por outro, há o desinteresse das pessoas, que relegam a política à sua oitava ou nona prioridade. Este sentimento pode ter relação com a falta de respaldo dos políticos, assim como a ausência de resposta destes pode estar relacionada com o desinteresse daquelas. É um círculo vicioso”, afirma.
O parlamentar entende que os Diálogos com Goiás surgem para suprir essa carência existente e tentar reatar a relação entre sociedade e política em um momento em que as duas estão divorciadas. “Temos que inverter a lógica do projeto pronto. É preciso despertar o interesse pela participação popular e mostrar às pessoas que opinião e presença no debate podem fazer a diferença. Se existem aqueles que reclamam que não têm espaço para falar, então, que seja dada a eles essa oportunidade. E não apenas para que opinem e sim para que participem da construção de um projeto. Seria uma possibilidade real de transformar a insatisfação com a política em ação”, opina.
O parlamentar lembra que a meta dos Diálogos com Goiás não é eleger ninguém nem apontar nenhum nome para o processo eleitoral.
“Estes diálogos são sobre como transformar nosso estado. Creio que quando pessoas de diferentes origens se dispõem a expor suas opiniões e visões, estarão participando da construção de uma agenda de futuro. Elas se sentirão parte de algo maior. Isso inspira e constrói as próximas etapas de uma cidade, estado ou nação. Agindo dessa forma, será possível criar um projeto no qual estará registrada a impressão digital da vontade da sociedade”, acrescenta.