Lucas Cássio
Goiânia – O Sicoob Engecred promovou, na manhã desta terça-feira (29/8), o Painel Cooperativismo Financeiros – Casos de Sucesso. Realizado no K Hotel, em Goiânia, o evento contou com palestras do presidente do Sicoob Central Unicoob, Sicoob Sul e da Companhia Sulamericana de Distribuição, Jefferson Nogaroli, e do diretor-presidente do Bancoob, Marco Aurélio de Almada Abreu. Com o tema "Unindo pessoas, compartilhando resultados", o painel teve como objetivo divulgar o cooperativismo, seus princípios e vantagens.

Segundo o diretor-geral do Sicoob Engecred-GO, Fabrício Modesto Cesar, o cooperativismo financeiro é o sistema mais justo do mundo. “A pessoa é cliente e dona ao mesmo tempo. Ela deixa de fazer qualquer tipo de operação em uma outra instituição financeira qualquer para fazer na sua própria instituição. Isso porque além do rendimento normal, ela vai ter direito às sobras. Ou seja, o que aquela aplicação permitiu de retorno vai gerar uma riqueza e um resultado que volta para ele como dono daquela instituição”, explicou.

O presidente do Conselho de Administração do Sicoob Engecred, Luís Alberto Pereira, ressaltou que as instituições financeiras cooperativas não têm como objetivo principal o lucro, mas sim atender bem os cooperados.
“Atender bem significa o atendimento em si e praticar taxas e tarifas menores. E se no final do ano tiver algum resultado financeiro esse resultado é retornado para os próprios cooperados, diferente dos bancos, que o resultado vai para os acionistas. E o banco tem como objetivo maximizar o lucro deles e isso vai ao desencontro do interesse das pessoas”, disse.
Empresário na área de supermercados, Jefferson Nogaroli ministrou uma palestra com o tema “Cooperativismo de Crédito: Um sistema de credibilidade”. Já Marco Aurélio de Almada Abreu abordou "Economia Compartilhada: Faça Parte".
“Hoje nós podemos dizer que o nível de garantia de uma cooperativa é absolutamente equivalente ao dos cinco maiores bancos. Primeiro porque a regulamentação das cooperativas foi equiparada à regulamentação dos bancos. Segundo porque o Banco Central incentivou a criar um ecossistema de empresas que sugam das cooperativas o que elas não precisam e o que não vai dar certo”, ressaltou Marco Aurélio.